Por 5G no país inteiro, Brasil precisa instalar até um milhão de antenas

-

Brasil possui 103 mil transmissores atualmente; nova tecnologia, ao se consolidar, pode revolucionar segmentos como educação, saúde e indústria.

Para o Brasil atingir a cobertura nacional com o 5G, a nova geração de internet móvel vai exigir uma quantidade de antenas de cinco a 10 vezes maior que a atual.

Ou seja, entre 515 mil a 1 milhão em relação ao que temos atualmente no país, com a internet 4G, aponta a Conexis Brasil Digital, que reúne empresas de comunicação e conectividade.

De acordo com o edital do leilão do 5G, o Brasil possui 103 mil antenas de comunicação instaladas.

Na questão legal, as capitais vão precisar de normas municipais com alta aderência à Lei Geral de Antenas, que estabelece diretrizes gerais de implantação de infraestrutura de redes de telecomunicações em todo o Brasil.

Essas normas não serão necessárias apenas nas capitais, onde o 5G vai chegar primeiro, mas também nas cidades menores, com mais de 500 mil habitantes, por exemplo, que devem ser contempladas até julho de 2025.

Segundo o levantamento da Conexis, apenas sete das 27 capitais brasileiras estão prontas para receber a tecnologia 5G nesse momento. Boa Vista, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Palmas, Porto Alegre e Porto Velho são as únicas com legislações para instalação de infraestruturas e antenas suficientes para implementar a nova conexão de internet móvel.

De acordo com o edital do leilão, as empresas de telefonia precisam implementar o 5G nas capitais e no Distrito Federal até 31 de julho de 2022.

A Anatel definiu que o 5G deve funcionar nas 26 capitais do Brasil e no Distrito Federal em julho de 2022, mas isso não significa que essas cidades oferecerão a frequência em todos os bairros, já que as adequações e as instalações serão feitas aos poucos.

“Essa cobertura, assim como ocorreu nas outras tecnologias móveis, será feita ao longo dos anos. O setor investe acima de R$ 30 bilhões todo ano e deverá manter esse patamar para levar mais conectividade à população”, afirmou o presidente executivo da Conexis, Marco Ferrari.

Além disso, para serem consideradas prontas para a nova geração de internet móvel, as capitais não podem impor condicionamentos que possam afetar a seleção de tecnologia, a topologia das redes e a qualidade dos serviços prestados, não podem exigir licenciamento para infraestrutura de pequeno porte e devem dispensar a necessidade de uma nova autorização para incluir a nova tecnologia ou infraestrutura.

Para as novas empresas que começam a operar, o procedimento para obter a licença deve ser simplificado, com prazo de 60 dias.

Valorização imobiliária

A nova tecnologia, ao se consolidar, além de fazer uma verdadeira revolução em segmentos como educação, saúde e indústria, de imediato já poderá causar impacto imobiliário positivo. Isso porque o local onde as centenas de antenas serão instaladas é escolhido pelas empresas.

Ao contrário das tradicionais redes de transmissão de telefonia, as antenas 5G são pequenas e podem ser instaladas nas fachadas dos edifícios, em semáforos, em placas e em estruturas construídas especificamente para isso, o que facilita, por exemplo, a implantação em áreas rurais.

De acordo com Delair Dumbrosck, da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Admi), a chegada do 5G poderá valorizar a região e os imóveis dessa localidade.

“Neste momento em que o mercado está começando reaquecer, as empresas vão usar isso no marketing de um lançamento imobiliário, por exemplo. Dizer que na área do imóvel já tem o 5G ou que chegará em breve, vai ser um atrativo”, explicou Dumbrosck.

Enquanto o 5G ainda não estiver consolidado de forma nacional, as regiões que já tiverem acesso à tecnologia, serão valorizadas diretamente.

“As antenas atualmente precisam de espaço e podem gerar uma poluição visual. A valorização dos imóveis perto dessa tecnologia está relacionada às possibilidades que o 5G vai proporcionar para população desses locais”, diz o vice-presidente do Sindicato da Habitação, Leonardo Scnheider.

Além do custo da estrutura e instalação das antenas, as empresas também pagam aluguel quando os equipamentos precisam ser colocados em propriedades privadas. A Lei Geral de Antenas não prevê pagamento de aluguel quando é local público, mas alguns municípios brasileiros ainda fazem a cobrança.

Com informações da CNN

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
CAPTCHA user score failed. Please contact us!

Posts Recentes

União Brasil e Progressistas retiram apoio a Flávio Bolsonaro na corrida presidencial

Dirigentes da federação formada pelos dois partidos indicam que a decisão deve ser tomada por causa de atritos com...

Prisão em Uruçuí: homem suspeito de atear fogo em casa após discussão familiar

Depois da prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências legais Um homem identificado...

Muitas mulheres não percebem que a menopausa pode começar aos 40 anos

Alterações no sono, irritabilidade, cansaço persistente e mudanças no ciclo menstrual podem surgir muitos anos antes da última menstruação....

Governo aguarda nova reunião com os EUA antes de decidir sobre novo tarifaço

Expectativa é de que neste encontro o USTR já indique ao Brasil qual será a decisão na investigação da...

Tribunal multa prefeito de Parnaíba por vincular imagem pessoal a ações da Prefeitura

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) aplicou multa ao prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel Cunha de...

Inflação desacelera em junho e fica em 0,16%, aponta IBGE

Índice oficial de inflação no Brasil acumula alta de 3,36%, enquanto nos últimos doze meses o índice oficial de...

Custo médio de cada preso no Brasil gira em torno de R$ 1.800 por mês

Análise inédita divulgada nesta terça-feira (30/11) indica que gasto...

Hotel Tivoli que Lula se hospedou em Lisboa tem diárias de até R$ 22 mil

Petista está hospedado em um dos metros quadrados mais...

Você também pode gostar
Recomendado para você