Sérgio Moro assumiu lugar de assessor especial de Bolsonaro durante debate

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Como juiz federal, Moro foi considerado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso que condenou o ex-presidente Lula, em 2017.

O senador eleito Sergio Moro (União-PR) assumiu o lugar que seria do assessor especial da Presidência da República, Vicente Santini, durante o debate da Band, na noite deste domingo (16). Santini aguardou ao lado de fora, em outro local.

Com isso, Moro conseguiu entrar no estúdio e aconselhar Bolsonaro nos intervalos do embate contra o ex-presidente Lula (PT). A área era restrita aos principais auxiliares da cada um dos candidatos.

Foto: Werther Santana/Estadão

Dentro do estúdio, Moro se sentou ao lado do ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD). Atrás deles, estavam presentes na área restrita o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), o coordenador de comunicação da campanha, Fabio Wajngarten, e um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos).

A ida de Moro, mantida sob sigilo até o momento do debate, foi articulada pelo próprio Bolsonaro e contou com o apoio de Faria e Wajngarten.

Moro e Bolsonaro romperam em 2020, quando o então ministro da Justiça pediu demissão acusando o presidente de tentar interferir na Polícia Federal. Em agosto deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) arquive o processo que apura a denúncia.

Há cerca de dois meses, após desistir de disputar a presidência e iniciar campanha por uma vaga no Senado pelo Paraná, Moro buscou se reaproximar da imagem de Bolsonaro para atrair votos de seus apoiadores. No segundo turno, já eleito, ele manifestou apoio ao presidente abertamente.

O ex-ministro é considerado importante pela campanha do presidente para conquistar votos de bolsonaristas arrependidos especialmente no Paraná, onde acreditam que há espaço para crescer em relação ao primeiro turno.

Como juiz federal, Moro foi considerado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso que condenou o ex-presidente Lula, em 2017.

Por Julia Lindner/ESTADÃO

Leonidas Amorim
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