PGR defende que big techs devem retirar fake news do ar após alertadas

-

Entendimento poderá influenciar ações julgadas pelo STF

O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) que as redes sociais devem ser obrigadas a adotar providências para retirar fake news publicadas por usuários dessas plataformas.

O parecer foi enviado nesta segunda-feira (15) ao Supremo para embasar as ações que podem ser julgadas pela Corte. Na próxima quarta-feira (17), os ministros podem iniciar o julgamento sobre a responsabilização dos provedores pela manutenção de conteúdo ilegal.

No entendimento de Aras, as redes sociais não podem fazer juízo e controle prévio das publicações, mas devem retirar as mensagens após serem alertadas, mesmo sem ordem judicial.

Man is holding smartphone and reading fake news on internet. Propaganda, disinformation and hoax concept. Foto: Reprodução

“Tanto nos casos em que forem notificados quanto de forma espontânea, hão de adotar as providências necessárias à remoção da informação reputada ofensiva, além de atuar com os devidos cuidados e diligência para evitar a manutenção de conteúdos sabidamente inverídicos, fraudulentos ou ilícitos, podendo ser responsabilizados em casos de omissão”, defendeu Aras.

No caso específico que gerou a causa, o procurador se manifestou contra um recurso para impedir a indenização de uma usuária das redes sociais que foi vítima de um perfil falso criado em seu nome.

“Uma vez constatado que o recorrente falhou na atuação conforme aos devidos cuidado e diligência e, mesmo após a prévia e expressa comunicação da recorrida com as respectivas razões para a exclusão dos dados, manteve conteúdo claramente ofensivo e humilhante, há de se concluir pela responsabilidade do provedor de hospedagem, que deixou de atuar em prol da tutela dos direitos fundamentais da usuária”, concluiu.

Na próxima sessão, estão pautadas ações que tratam sobre as regras definidas no Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), que exigem ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores pela manutenção de conteúdo ilegal postado pelos usuários das plataformas. Também deve ser julgado um processo sobre a validade de decisões judiciais que determinaram o bloqueio do aplicativo WhatsApp em todo o país, em 2020.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
CAPTCHA user score failed. Please contact us!

Posts Recentes

Passeata Inclusiva reúne comunidade em Guadalupe e chama atenção para direitos das pessoas com deficiência

A Prefeitura de Guadalupe realizou, nesta segunda-feira (21), uma Passeata Inclusiva em alusão ao Dia Nacional de Luta da...

Ataque de abelhas deixa pelo menos 20 feridos em escola de Parnaíba; aulas são suspensas

Entre os feridos estão crianças e funcionários. Uma aluna e um professor precisaram de atendimento médico após apresentarem reações...

Fraude no INSS: sete são condenados por usar nomes de aposentados mortos no Piauí

Grupo utilizava dados de beneficiários mortos e nomes fictícios para obter e manter pagamentos do INSS; 41 benefícios foram...

Aplicativo Pardal registra mais de 120 denúncias eleitorais em 21 municípios do Piauí

As denúncias podem incluir fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos como elementos de comprovação. O aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral...

IFPI abre inscrições para 2.740 vagas em 78 cursos superiores no Piauí

Vestibular 2027 oferece oportunidades em 23 municípios; candidatos podem se inscrever até 19 de outubro O Instituto Federal do Piauí...

Pesquisa Datamax aponta Rafael Fonteles com 73,67% dos votos válidos no Piauí

O levantamento ouviu 1.200 eleitores em 58 municípios entre os dias 14 e 19 de setembro; no cenário com...

Economia Digital: Palestra da SIA destaca avanços e ações do Governo do Estado

A apresentação atraiu empreendedores, profissionais e interessados em saber...

Câmara Municipal de Jerumenha é inaugurada em solenidade prestigiada por autoridades

Por Gleison Fernandes - Jornalismo da UCA. A Câmara Municipal...

Você também pode gostar
Recomendado para você