Governo Lula vai prorrogar programa de compra de carro popular e avalia novo crédito

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Cerca de 90% dos R$ 500 milhões disponibilizados já foram usados; a Fiat lidera o volume de créditos solicitados, com R$ 190 milhões

O governo federal vai prorrogar o programa de descontos para a compra de carro popular, segundo fontes confirmaram ao R7. Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) vão definir, entre esta quarta (28) e quinta-feira (29), os valores a ser disponibilizados para a nova fase. Anteriormente, haviam sido disponibilizados R$ 500 milhões.

REPRODUÇÃO/MONTAGEM

No início do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma medida provisória que criou faixas de descontos para a compra de veículos populares, que variam conforme critérios de sustentabilidade econômica, ambiental e de nacionalidade. O desconto mínimo patrocinado pelo governo é de 1,6%, e o máximo, de 11,06%. Em valores, o menor abatimento é de R$ 2.000, e o maior, de R$ 8.000, mas muitas empresas têm aplicado margens maiores por conta própria.

Segundo o Executivo, 232 versões de 31 modelos serão contempladas com a medida. De acordo com o MDIC, ao menos nove montadoras já aderiram ao programa de carro mais barato — as empresas podem incluir outros modelos a qualquer momento, desde que comuniquem o fato à pasta.

90% dos recursos já foram usados

Em 23 de junho, o programa de descontos para a aquisição de carros populares já havia disponibilizado quase 90% do total de recursos às montadoras. Segundo painel do Ministério do Desenvolvimento, subiu para R$ 420 milhões o volume de crédito tributário autorizado para uso no programa do carro mais barato.

Os créditos solicitados pelas montadoras são convertidos em descontos para o consumidor na compra de carros com valor de mercado de até R$ 120 mil.

Confira o ranking das montadoras de acordo com o volume de créditos solicitados:
• Fiat: R$ 190 milhões;
• Volkswagen: R$ 60 milhões;
• Peugeot: R$ 50 milhões;
• Renault: R$ 50 milhões;
• Hyndai: R$ 40 milhões; e
• Ford, General Motors, Mercedes-Benz, Nissan e On-Highway: R$ 20 milhões (cada uma).

BRASÍLIA | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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