Piauí registra aumento em casos de síndrome respiratória após pandemia

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Boletim da FioCruz revelou que, dentre os 27 estados brasileiros, Piauí, Bahia e Roraima apresentaram crescimento na incidência de SRAG.

O Piauí tem enfrentado um crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o fim da pandemia. É o que revela o novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O relatório indica que o Piauí, junto com a Bahia e Roraima, apresenta uma tendência de crescimento a longo prazo nos casos de SRAG.

Imagem ilustrativa (iStock)

O estudo revela que o aumento nas internações está relacionado principalmente ao crescimento de casos provocados por rinovírus entre crianças e adolescentes. Este fenômeno tem chamado a atenção das autoridades de saúde, já que o rinovírus, responsável por causar a maioria dos resfriados comuns, tem se tornado uma das principais causas pelas internações em crianças, afetando especialmente a faixa etária de 5 a 14 anos.

Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe, explicou que, embora a interrupção no crescimento das internações por outros vírus, como o VSR (vírus sincicial respiratório), esteja mais consolidada em diversas regiões, o Piauí ainda não tem uma definição clara sobre o vírus predominante no aumento dos casos de SRAG. “Ainda não é possível determinar com precisão o vírus associado ao crescimento dos casos no Piauí, mas o rinovírus é uma possibilidade forte, considerando o cenário nacional”, afirmou Portella.

Além dos rinovírus, o boletim destaca que o VSR continua sendo uma causa importante de internações e óbitos em crianças menores de 2 anos, embora tenha mostrado uma redução nas últimas semanas. Entre os idosos, os vírus da gripe, especialmente a influenza A, são responsáveis por um número significativo de mortes.

Em termos de prevalência, os dados mais recentes mostram que, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os casos positivos de SRAG em Teresina, a capital do Piauí, foram 21,9% para influenza A, 1,1% para influenza B, 33,1% para VSR e 11,7% para Sars-CoV-2 (covid-19). A mortalidade associada a esses vírus também tem apresentado variações, com a influenza A e o Sars-CoV-2 sendo responsáveis por uma parte considerável dos óbitos.

O que é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)?

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é um quadro clínico caracterizado por sintomas graves de infecção respiratória que pode levar a complicações sérias e até à morte. Ela é um termo geral que engloba uma série de condições respiratórias agudas que afetam os pulmões e podem comprometer a função respiratória.

Quais são as principais características da SRAG?

1. Sintomas:

   – Febre alta

   – Tosse persistente

   – Falta de ar

   – Dificuldade respiratória

   – Dor no peito

   – Fadiga intensa

2. Causas:

   – Vírus: Muitas vezes causada por vírus respiratórios como o vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, influenza (gripe), e coronavírus (incluindo o SARS-CoV-2, causador da COVID-19).

   – Bactérias: Infecções bacterianas também podem causar SRAG, embora menos frequentemente comparadas às virais.

3. Grupos de Risco:

   – Crianças pequenas: São mais suscetíveis a complicações graves devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento.

   – Idosos: Têm um sistema imunológico mais frágil e maior probabilidade de doenças respiratórias crônicas.

   – Pessoas com condições de saúde preexistentes: Como doenças pulmonares crônicas, doenças cardíacas ou imunossupressão.

4. Diagnóstico:

   – Exames Clínicos: Avaliação dos sintomas, histórico médico e exame físico.

   – Testes Laboratoriais: Testes para identificar o vírus ou bactéria causadora da infecção.

   – Imagens: Radiografias ou tomografias podem ser usadas para avaliar a gravidade das complicações pulmonares.

5. Tratamento:

   – Cuidados de Suporte: Oxigenoterapia, hidratação e tratamento de sintomas.

   – Medicamentos: Antivirais ou antibióticos, dependendo da causa.

   – Hospitalização: Em casos graves, pode ser necessário tratamento em unidade de terapia intensiva (UTI).

6. Prevenção:

   – Vacinação: Contra vírus respiratórios, como a gripe e COVID-19.

   – Higiene: Lavagem das mãos e uso de máscara para prevenir a propagação de vírus.

   – Cuidados com a saúde: Monitoramento regular e tratamento de condições de saúde preexistentes.

Gleison Fernandes
Gleison Fernandeshttps://portalcidadeluz.com.br
Editor Chefe do Portal Cidade Luz

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