Esquema de fraudes bancárias tinha estrutura organizada em Teresina, diz delegado da PF

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O grupo criminoso usava principalmente a Caixa Econômica Federal para aplicar o golpe

A Operação Benni, deflagrada nesta terça-feira (1º) pela Polícia Federal em Teresina, desarticulou um esquema de falsificação de documentos e fraudes bancárias. Segundo o delegado Marco Antônio Nunes, responsável pela investigação, o grupo criminoso tinha um escritório estruturado para produzir documentos falsos e obter empréstimos ilegais, principalmente junto à Caixa Econômica Federal.

De acordo com o delegado Marco Antônio Nunes, a investigação começou há menos de um ano, após o depoimento de uma pessoa presa em flagrante, que, junto a outras provas, levou à identificação da quadrilha. O grupo tinha uma estrutura organizada, com divisão de tarefas.

Foto: Reprodução/PF

“A organização, ela cooptava pessoas, ela trazia essas pessoas para um escritório, esse escritório tirava a foto da pessoa, confeccionava o documento e a pessoa já ia diretamente à Caixa Econômica ou a qualquer outro banco, apresentando aquele documento falsificado para tirar empréstimos. E aí existia toda uma divisão dessa organização. Uma pessoa fazia a cooptação desses servidores, dessas pessoas, desses interessados. Outra pessoa ia lá, tirava toda a documentação necessária, falsificava toda a documentação e a outra pessoa fazia o encaminhamento”, explicou o delegado.

Durante a operação, a PF descobriu um escritório do crime bem equipado para a falsificação de documentos. “Com o cumprimento de hoje, conseguimos fazer o levantamento desse escritório do crime, que era muito bem aparelhado para a confecção dos documentos necessários para as fraudes. Continha impressoras, máquinas de fotografar, 3×4, máquinas de corte, todo tipo de equipamento necessário para a confecção dos documentos, continha”, detalhou.

Um dos pontos que chamaram a atenção na investigação foi o uso da identidade da própria mãe falecida por uma das envolvidas. “Uma das envolvidas, ela se utilizava de documentos da própria mãe falecida para cometer crimes. Dentre eles, receber os valores da mãe como se viva estivesse”, revelou.

Os investigados podem responder por falsificação de documentos, estelionato, formação de organização criminosa, entre outros crimes. Além dos mandados cumpridos, também foi determinado o sequestro de bens.

Suspeita de fraudar documentos, incluindo da mãe falecida, é presa em operação da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou a Operação Benni para desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias. Uma mulher foi presa preventivamente na manhã desta terça-feira (01) em Teresina suspeita fraudar documentos, incluindo o da própria mãe falecida. Outros quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

Segundo a Polícia Federal, as investigações iniciaram em 2024 e revelou que uma estrutura criminosa com divisão de tarefas e centros operacionais para a produção de documentos falsos. A ideia era obter empréstimos fraudulentos de instituições financeiras, principalmente da Caixa Econômica Federal.

“Uma suspeita investigada comandava um escritório que produzia documentos falsos e chegou a cometer fraudes em nome da própria mãe, já falecida. O valor das fraudes, devido à grande quantidade de documentos falsos produzidos, ainda não foi calculado, mas ultrapassa milhões”, explicou a PF em nota.

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