Piauí tem mais de 47 mil pessoas aguardando na fila do Bolsa Família, aponta novo estudo do CNM

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A fila de espera para inclusão no Bolsa Família já soma mais de 47 mil pessoas no Piauí, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O número representa cerca de 33,1 mil famílias que, apesar de atenderem aos critérios exigidos pelo programa, ainda não recebem o benefício.

Apesar de o Piauí não estar entre os estados com a maior quantidade de pessoas na fila — como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia —, a CNM afirma que a situação prejudica as gestões municipais. “São indivíduos que, fora da proteção do programa social federal, necessitam de acolhimento e amparo dos Municípios para a subsistência e cidadania”, diz a entidade.

De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pela execução do programa federal, um total de 3.233 famílias piauienses foram incluídas no Bolsa Família somente neste mês de maior. Em todo o país, são mais de 1 milhão de novos beneficiários desde o relançamento do programa.

O levantamento da CNM leva considera dados da Consulta, Seleção e Extração de Informações do Cadastro Único (Cecad). Ao todo, quase três milhões de pessoas — cerca de 1,9 milhão de famílias — se encontram atualmente na demanda reprimida do Bolsa Família em todo o país. Em 2023, esse quantitativo era de 3,4 milhões de pessoas (2,8 milhões de famílias).

Para a entendidade, o atendimento total da fila de espera em todo o país exigiria um investimento adicional de R$ 15,5 bilhões por ano, considerando o valor médio mensal de R$ 668,65 por família. Apesar disso, a CNM cita o agravamento da situação em razão do corte de R$ 9,5 bilhões no orçamento do Bolsa Família em 2025, em relação ao ano anterior.

O estudo também alerta que essa situação compromete a capacidade do programa de atender novos beneficiários. Além disso, houve redução no repasse federal destinado à gestão municipal do programa Bolsa Família, por meio de portaria do MDS, que diminuiu o valor pago por cadastro do Índice de Gestão Descentralizada (IGD-PBF), de R$ 4,00 para R$ 3,25.

“Causa adicional preocupação à Entidade o anúncio de redução no orçamento do Programa Bolsa Família para 2025, representando um grave risco para a capacidade estatal de garantir proteção social à população em situação de vulnerabilidade, na medida em que famílias e pessoas saem do programa, mas famílias e pessoas com perfil não entram no programa”, conclui o relatório.

Gleison Fernandes
Gleison Fernandeshttps://portalcidadeluz.com.br
Editor Chefe do Portal Cidade Luz

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