Economia brasileira cresce 0,2% em abril, indica ‘prévia do PIB’ do Banco Central

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Indicador, responsável por antecipar resultado do PIB brasileiro, registrou alta de 4% no acomulado dos últimos 12 meses

A economia brasileira cresceu 0,2% em abril na comparação com março, mostram dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central. O indicador é conhecido por antecipar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e produtos finais produzidos no país.

Os dados do IBC-Br são coletados de uma base similar à do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), órgão responsável pelo indicador oficial sobre o crescimento econômico.

Tânia Rêgo/Agência Brasil

O resultado de fevereiro levou o IBC-Br aos 110,2 pontos na série dessazonalizada (livre de influências), o maior nível de toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2003.

Na comparação com abril de 2024, o IBC-Br teve alta de 2,5%, enquanto no acumulado em 12 meses a expansão foi de 4%. No ano, a alta foi de 3,5%.

O BC começou a divulgar neste ano as variações do IBC-Br por setor da economia. Em abril, o segmento que se destacou foi o de impostos, com um aumento de 0,6% na atividade econômica.

Segundo a instituição, a indústria e a agropecuária tiveram retração de 1,1% e 0,9%, respectivamente, enquanto os serviços apresentaram expansão de 0,4%.

IBC-Br e taxa de juros

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia — indústria, comércio e serviços e agropecuária —, além do volume de impostos.

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.

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