Perto de completar 80 anos, presidente condiciona decisão sobre candidatura a estado de saúde e a cenário político
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a citar nos últimos dias uma possível candidatura para tentar a reeleição em 2026, no embalo da taxa imposta ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e das decisões judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na avaliação do governo, o momento é positivo para o petista, dada a relação entre o líder norte-americano e Bolsonaro — Trump relacionou a taxação aos produtos brasileiros aos processos judiciais enfrentados pelo ex-presidente.

O tarifaço imposto pelos EUA e a consequente reação do governo brasileiro geraram resultados positivos para Lula. Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (16) mostra que 72% dos brasileiros acham que o norte-americano está errado em taxar o Brasil por achar que Bolsonaro é vítima de perseguição.
Ainda segundo o levantamento, 79% dos entrevistados creem que a tarifa de Trump vai prejudicar a vida da população.
Soma-se ao entusiasmo de Lula a diminuição da rejeição ao governo. Segundo pesquisa Genial/Quaest, em julho, 58% acreditavam que o petista não deveria tentar um novo mandato em 2026 — em maio, esse índice era de 66%.
O apoio à candidatura subiu de 32% para 38% no mesmo período. A oscilação mostra leve avanço na percepção do eleitorado, embora o cenário ainda seja majoritariamente desfavorável.
Na comparação com o início do ano, porém, a diferença é mais perceptível. Em fevereiro, Lula alcançou a maior rejeição já registrada pela pesquisa Datafolha, considerando todos os mandatos dele — 41%.
O petista tinha, ainda, a pior aprovação dos três governos dele, com 24%.
Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília









