Pré-candidato ao Planalto, o Zero Um também virou alvo de um requerimento que pede sua convocação para depor ao colegiado.
Não é só Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, que entrou na mira da CPMI do INSS
Segundo o documento, que deve ser protocolado ainda nesta segunda-feira, a comissão deve apurar uma possível conexão entre Flávio e o núcleo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, um dos principais operadores do esquema de desvios de aposentadorias e pensões.

Isso porque a administradora de seu escritório é irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, suspeito de ser sócio do Careca do INSS em uma offshore.
O requerimento, de autoria de Rogério Correia (PT-MG), cita que tal circunstância evidencia “a existência de vínculos familiares e societários que conectam o referido escritório de advocacia ao núcleo investigado pela Polícia Federal”.
O documento menciona ainda que Letícia foi indicada pelo advogado Willer Tomaz, bem próximo ao senador e que já defendeu Alexandre Caetano em processo.
Diz o requerimento:
“Diante do estreito entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político descrito, suscita-se a existência de possível conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, especialmente considerando que pessoas diretamente ligadas a ambos mantêm relações societárias e familiares entre si”.
A propósito, o deputado petista também pede a quebra de sigilo bancário e fiscal de Letícia. A justificativa é permitir identificar movimentações financeiras atípicas e recebimento de valores de pessoas e empresas investigadas.
Por Rodrigo Castro – Coluna de Laura Jardim/O GLOBO







