Palma Forrageira fortalece produção de ovinos e caprinos no semiárido piauiense

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Inciativa do Senar distribui 45 mil raquetes de palma em Jacobina, garantindo alimento nutritivo e reduzindo custos durante a estiagem para cerca de 100 produtores rurais

A introdução da palma forrageira tem impulsionado a produção de ovinos e caprinos na região de Jacobina, no semiárido do Piauí, oferecendo uma alternativa alimentar essencial para os rebanhos durante o período de estiagem e contribuindo para a redução dos custos dos produtores rurais.

A iniciativa foi implementada graças ao trabalho da técnica de campo do Senar, Taíde Sávia, por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Tudo começou durante um projeto de formação de jovens lideranças no agronegócio, quando se identificou a necessidade de ampliar os investimentos na ovinocaprinocultura local e buscar soluções adaptadas à realidade climática da região.

Com base nesse diagnóstico, foram firmadas parcerias institucionais que permitiram a implantação da palma forrageira nas propriedades rurais. Pensando em minimizar os efeitos da seca e fortalecer os produtores assistidos pelo Senar, Taíde Sávia buscou apoio para viabilizar a ação.

“Consegui, junto à Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), 15 mil raquetes de palma para implantar o banco de proteínas e, assim, minimizar os impactos da seca”, destacou a técnica.

Adaptada às condições do semiárido e resistente à estiagem, a palma forrageira é rica em energia, minerais e água, o que a torna uma fonte nutritiva importante para os animais. A cultura garante a manutenção dos rebanhos nos períodos mais críticos do ano e reduz a dependência da compra de ração.

Nesta semana, foram distribuídas 45 mil raquetes de palma na região de Jacobina, beneficiando cerca de 100 produtores rurais. A ação reforça a importância do trabalho conjunto e o papel da Assistência Técnica e Gerencial do Senar na promoção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da produção rural.

Para o produtor Osvaldo de Sousa, a chegada da palma representa economia e maior segurança para sua atividade. “Desde agosto venho mantendo meus animais com a compra de ração. Se eu já tivesse a palma, teria ajudado a diminuir a despesa com a compra de milho para alimentar os animais”, contou.

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