Estado contabilizou 291 focos de incêndio no mês, redução de 68,8% em relação a julho de 2025, segundo dados do INPE.
O Piauí registrou, em julho deste ano, o menor número de focos de queimadas para o mês nos últimos 17 anos. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que foram contabilizados 291 focos em todo o estado, resultado que representa uma redução de 68,8% em comparação com o mesmo período de 2025 e fica 58,7% abaixo da média histórica para julho.
A redução também foi observada no acumulado do ano. Entre janeiro e julho, o estado registrou 1.004 focos de queimadas, número que representa queda de quase 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados reforçam a diminuição das ocorrências em diferentes regiões piauienses durante os primeiros sete meses de 2026.

Os resultados são reflexo do Pacto Piauí Sem Queimadas, lançado pelo Governo do Estado em junho para fortalecer a prevenção, ampliar a capacidade de resposta e integrar instituições estaduais, federais e municipais no enfrentamento aos incêndios florestais.
Atualmente, o Estado conta com 180 municípios atendidos por brigadas florestais, treinadas e capacitadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), e mais de 2,8 mil brigadistas capacitados, formando a maior estrutura de prevenção e combate a incêndios da história do Piauí.
Ao comentar os resultados, o secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, afirmou que os números refletem os investimentos realizados em ações preventivas antes do período mais crítico do ano. Segundo ele, a antecipação das medidas contribuiu para ampliar a capacidade de resposta das equipes nos municípios.
“Esse resultado histórico demonstra que o trabalho planejado e integrado está dando certo. O Pacto Piauí Sem Queimadas fortaleceu a prevenção, ampliou nossa presença nos municípios e preparou as brigadas antes do período mais crítico do ano. Quando investimos em prevenção, protegemos vidas, preservamos o meio ambiente e reduzimos significativamente a ocorrência de incêndios florestais”, destacou o secretário.
Fonte:Portalodia





