Um menino de 12 anos morreu no hospital após cair de frente no chão durante uma brincadeira com colegas em uma escola estadual de Castro, nos Campos Gerais do Paraná.
Luigi Gabriel da Cruz Sales se machucou no dia 25 de setembro na Escola Estadual Professor Basílio Chrum. Ele permaneceu internado por pouco mais de uma semana e morreu no fim de semana.
O menino brincava com outros seis alunos quando sofreu a queda. Segundo informações da Polícia Civil divulgadas pelo Meio-Dia Paraná, da Rede Globo, os estudantes se agachavam e pulavam com o impulso dos colegas. Outros alunos já haviam participado da brincadeira antes de Luigi.

Luigi caiu com o rosto e a parte frontal do corpo no chão. Ele começou a passar mal, deixou a brincadeira e avisou a direção da escola, ainda de acordo com a reportagem.
A PCPR (Polícia Civil do Paraná) investiga o intervalo entre o acidente e o encaminhamento do estudante para atendimento médico. O delegado Marcondes Alves Ribeiro afirmou que a queda ocorreu por volta das 13h40, mas Luigi só foi levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) às 16h25.
O caso é tratado preliminarmente como acidente. Ribeiro disse não acreditar, neste momento, que os adolescentes tenham tido a intenção de machucar o colega ou assumido o risco de provocar a morte. “Acredito até que não era previsível que, de uma brincadeira que, a princípio, seria ingênua, sem nenhuma maldade, ocasionaria a morte de alguma criança”, afirmou à RPC.
A investigação analisará a conduta dos adolescentes e o atendimento prestado ao menino. A polícia pretende apurar se houve algum ato infracional durante a brincadeira e se ocorreu omissão ou demora por parte da escola ou de alguma equipe médica.
A polícia ouvirá familiares de Luigi, funcionários da escola e policiais que atenderam a ocorrência. Os depoimentos serão colhidos nos próximos dias.
As imagens das câmeras de videomonitoramento já foram reunidas e estão sendo analisadas. A equipe de investigação também requisitou os prontuários médicos e aguarda a conclusão dos laudos periciais para identificar a causa da morte. A apuração continua em andamento.
O que dizem os órgãos
O Samu instaurou um procedimento administrativo interno para apurar o atendimento do chamado. Segundo o delegado, o serviço foi acionado, mas não enviou uma equipe à escola por considerar que o estado do menino não era grave. A abertura do procedimento foi confirmada pelo Samu à RPC.
A Seed-PR (Secretaria de Estado da Educação do Paraná) afirmou que acompanha o caso e presta apoio à família e à comunidade escolar. A manifestação foi enviada à RPC.
Fonte:UOL





