Deputada recebeu 13.659 votos em 2026, contra 39.515 em 2022, e terminou como sexta suplente do MDB.
A deputada estadual Gracinha Mão Santa (MDB) não conseguiu renovar o mandato na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) nas eleições de 2026. Ela recebeu 13.659 votos e terminou como sexta suplente do MDB, ficando fora das 30 cadeiras da Casa a partir de 2027.
O resultado representa uma perda de 25.856 votos em comparação com a eleição de 2022. Naquele ano, Gracinha foi eleita pelo Progressistas com 39.515 votos. Em quatro anos, sua votação caiu 65,4%.

Na classificação geral da disputa para deputado estadual em 2026, Gracinha terminou na 47ª colocação. A definição dos eleitos, no entanto, considera o sistema proporcional, que leva em conta, além da votação individual, o desempenho dos partidos e federações.
Mudança no cenário político
A eleição de 2026 ocorreu após mudanças na trajetória política de Gracinha Mão Santa. Eleita em 2022 pelo Progressistas e então ligada à oposição ao governo estadual, a deputada se aproximou do governador Rafael Fonteles (PT) a partir de 2025.
Em março de 2026, Gracinha deixou o Progressistas e se filiou ao MDB, partido integrante da base política do governador.
A aproximação também envolveu o ex-governador e ex-prefeito de Parnaíba Mão Santa. Em 19 de setembro, durante a reta final da campanha, Rafael Fonteles foi recebido na residência da família, em Parnaíba. No encontro, Mão Santa declarou apoio à reeleição do governador. Gracinha também participou da reunião.
A aliança representou uma mudança no posicionamento político da família Mão Santa, que durante anos esteve entre os grupos de oposição ao PT no Piauí.
Rompimento político em Parnaíba
A eleição também ocorreu após o rompimento da família Mão Santa com o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel (PP).
Gracinha participou da campanha que levou Francisco Emanuel à Prefeitura em 2024, mas posteriormente rompeu com o gestor e passou a fazer críticas à administração municipal.
Com o resultado das urnas, Gracinha encerra seu atual mandato na Alepi ao fim de 2026. A partir de 2027, sua eventual volta à Assembleia dependerá da abertura de vaga e da ordem de suplência do MDB.





