“A Meta está a descumprir o próprio Plano que submeteu a este TSE, ao permitir a perpetuação de um canal de WhatsApp com três milhões de pessoas vocacionado à distribuição em massa de conteúdo desinformativo”, afirmam os advogados de Flávio na petição
A campanha de Flávio Bolsonaro entrou com um pedido ao TSE para derrubada do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e que, em menos de uma semana, atingiu a marca de 3,2 milhões de seguidores. O pedido disparou um alerta na campanha petista porque o canal do deputado se tornou a maior força de ativação na militância nas redes sociais. Para se ter uma ideia do alcance do “Exército”, o canal oficial de Lula no WhatsApp tem 3,2 milhões de seguidores.

Com um vídeo indignado sobre a possível medida judicial, André Janones obteve, em 30 minutos, mais de 1 milhão de visualizações. Janones afirmou que estava em reunião com o comando da campanha e que recebeu a informação de que Lula gravaria, ainda no domingo, novos conteúdos para serem exibidos no canal.
A campanha de Flávio, em petição encaminhada à presidência do TSE, afirma que os conteúdos divulgados pelo canal são falsos. “O que o canal manda repetir são, em sua grande maioria, afirmações que esta Corte já declarou falsas, em processos movidos contra o próprio administrador. Que Flávio Bolsonaro prometeu retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil; que Flávio Bolsonaro é ‘envolvido com a milícia’, que vai reduzir aposentadorias, pensões e o BPC”, diz o documento do candidato.
Flávio pede ao TSE não só a exclusão do canal, em duas horas, como o banimento do administrador, ou seja, do deputado Janones, maior força digital ligada a Lula, até o final do segundo turno.
“A Meta está a descumprir o próprio Plano que submeteu a este TSE, ao permitir a perpetuação de um canal de WhatsApp com três milhões de pessoas vocacionado à distribuição em massa de conteúdo desinformativo”, afirmam os advogados de Flávio na petição.
Tatiana Farah-Colunista do UOL





