Natural de Ashikaga, Ishii chegou ao Brasil em 1964 e se naturalizou brasileiro cinco anos depois.
O judoca Chiaki Ishii, primeiro atleta brasileiro a conquistar uma medalha olímpica na modalidade, morreu nesta sexta-feira (16), aos 85 anos. A morte foi confirmada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), que lamentou a perda do atleta e destacou sua contribuição para o esporte nacional. A causa da morte não foi divulgada.
Natural de Ashikaga, no Japão, Ishii chegou ao Brasil em 1964 e se naturalizou brasileiro cinco anos depois. Ele entrou para a história do esporte ao conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, na categoria até 93 kg. O resultado marcou a primeira medalha olímpica do judô brasileiro.

Trajetória no esporte
Antes de se estabelecer no Brasil, Chiaki Ishii não conseguiu uma vaga na seleção japonesa de judô para os Jogos Olímpicos. Ao chegar ao território brasileiro, trabalhou como agricultor em uma colônia japonesa em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, antes de consolidar sua trajetória no esporte. Além das conquistas olímpica e mundial, o judoca ganhou quatro medalhas de ouro em campeonatos pan-americanos, em 1970 e 1972, nas categorias até 93 kg e absoluto.
Ao longo da carreira, Ishii recebeu homenagens pelo trabalho desenvolvido dentro e fora dos tatames. Entre elas estão o Kodansha 9º Dan, concedido pela CBJ, o Troféu Adhemar Ferreira da Silva e o convite para integrar o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Confederação lamenta morte
Em nota, a Confederação Brasileira de Judô destacou o pioneirismo do atleta e a influência de sua trajetória na formação de novas gerações de judocas. A entidade também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade da modalidade.
O presidente da CBJ, Paulo Wanderley, afirmou que Ishii foi uma das principais referências da história do judô brasileiro e ressaltou que sua contribuição vai além das medalhas conquistadas. Segundo ele, o atleta ajudou a demonstrar o potencial do Brasil no cenário internacional e deixou ensinamentos que continuam presentes na formação de outros judocas.





