Acordo entre os dois estados prevê compensação financeira pelos atendimentos prestados na capital piauiense, principalmente nas áreas de urgência, emergência e oncologia.
Um acordo firmado entre gestores da saúde do Piauí e do Maranhão prevê o repasse anual de aproximadamente R$ 8,2 milhões do governo maranhense para ajudar a custear atendimentos de pacientes daquele estado realizados na rede pública de saúde de Teresina. A medida busca compensar a grande demanda de usuários, principalmente de cidades maranhenses da região de fronteira, como Timon, que procuram atendimento na capital piauiense.
Os recursos sairão do orçamento da Média e Alta Complexidade (MAC) do Maranhão e serão incorporados ao financiamento da rede hospitalar de Teresina. A expectativa é que o valor contribua para fortalecer a estrutura de saúde da capital, permitindo a contratação de profissionais, ampliação de leitos e melhorias nos serviços oferecidos à população.

A pactuação foi discutida durante reunião realizada na Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, com a participação de representantes do Ministério da Saúde e gestores dos dois estados. Estiveram presentes o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales; o secretário de Saúde do Piauí, Dirceu Campêlo; a presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina e do Cosems, Leopoldina Cipriano; além do prefeito de Timon, Rafael Brito. O secretário de Saúde do Maranhão, Tiago Fernandes, participou de forma virtual.
Segundo Mozart Sales, o encontro permitiu consolidar dados sobre o fluxo de pacientes maranhenses atendidos na capital piauiense e avançar para a formalização do acordo. Ele destacou que a iniciativa deverá resultar em uma resolução interestadual homologada pelo Ministério da Saúde, garantindo a compensação financeira e uma regulação integrada para os atendimentos.
Além da área de urgência e emergência, o entendimento também prevê avanços na rede de oncologia, com integração entre hospitais de referência. Entre as medidas discutidas estão o fortalecimento do atendimento no Hospital São Marcos, no Hospital Universitário e o credenciamento do Hospital Getúlio Vargas como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).
De acordo com estudos técnicos apresentados durante a reunião, o valor de R$ 8,2 milhões por ano foi definido com base no volume de atendimentos realizados em Teresina para pacientes do Maranhão.
Para o secretário de Saúde do Piauí, Dirceu Campêlo, o acordo representa um avanço importante na organização da rede de saúde entre os dois estados. Ele destacou que a capital piauiense já presta assistência significativa à população maranhense, especialmente na região de fronteira.
A presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Leopoldina Cipriano, afirmou que o entendimento é resultado de meses de diálogo entre as equipes técnicas. Segundo ela, os recursos poderão contribuir para melhorar a estrutura do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e ampliar serviços no Hospital Dirceu Arcoverde, com a abertura de novos leitos e realização de cirurgias.
O acordo também prevê a criação de um sistema de regulação integrado entre Piauí e Maranhão, o que deverá organizar melhor o fluxo de pacientes e garantir maior eficiência no atendimento.
A expectativa é que a parceria resulte em serviços mais estruturados, atendimentos mais rápidos e melhor qualidade na assistência, beneficiando tanto moradores do Piauí quanto pacientes do Maranhão que buscam atendimento na rede hospitalar de Teresina.





