Encargos do setor elétrico e custos de geração estão entre os principais fatores que pressionam as tarifas.
A conta de energia elétrica deve ficar mais cara ao longo de 2026. A estimativa é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê um reajuste médio de 8% nas tarifas em todo o país.

O aumento deve ficar acima da inflação prevista para o período. Segundo a agência, o principal motivo é o crescimento dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo incluído na conta de luz e utilizado para financiar programas e políticas públicas do setor elétrico.
Outros fatores também contribuem para a alta, como o risco hidrológico — quando há menor volume de água nos reservatórios e a geração de energia fica mais cara — e o aumento nos custos de transmissão. Por outro lado, medidas como a devolução de créditos de PIS/Cofins e a estabilidade nas tarifas da usina de Itaipu ajudam a reduzir o impacto.
Para os consumidores das regiões Norte e Nordeste, o cenário pode ser diferente. De acordo com o governo federal, recursos do Uso do Bem Público (UBP) devem ajudar a diminuir o valor das tarifas nessas regiões. A estimativa é de um desconto médio de até 10,6%, caso todas as empresas com direito participem da repactuação.
Na prática, isso significa que, mesmo com a previsão de aumento no país, moradores do Norte e Nordeste podem sentir um impacto menor na conta de luz. No cenário geral, considerando essas medidas, o efeito médio do reajuste pode cair para cerca de 2,9%.
Apesar da previsão de alta nas tarifas ao longo de 2026, o momento atual é mais favorável. A Aneel informou que a bandeira tarifária de março permanece verde, o que indica que não há cobrança adicional na conta de energia. A medida é resultado do aumento das chuvas, que melhorou as condições de geração no país.
Este é o terceiro mês consecutivo sem cobrança extra na tarifa, garantindo um alívio temporário para os consumidores.





