Uma arara-azul resgatada pela Polícia Rodoviária Federal morreu após ser encontrada sendo transportada de forma ilegal e cruel no porta-malas de um veículo, na manhã desta quarta-feira (4), em um trecho da BR-316, nas proximidades do município de Monsenhor Gil, a cerca de 60 km de Teresina.

A ocorrência teve início após a PRF receber uma denúncia específica sobre o transporte irregular de um animal silvestre. Com base nas informações repassadas, os agentes iniciaram acompanhamento tático do veículo suspeito. Durante o deslocamento, o condutor foi flagrado realizando uma ultrapassagem em local proibido, o que motivou a abordagem.
Durante a fiscalização, os policiais constataram ainda que o automóvel realizava transporte irregular de passageiros. Na vistoria do compartimento de bagagens, os agentes localizaram a arara-azul.
Segundo o policial rodoviário federal Leandro Caldas, a ave apresentava sinais claros de crueldade.
“Durante a vistoria no porta-malas, foi localizada uma arara-azul sendo transportada de forma precária e cruel, sem qualquer autorização ambiental. O animal apresentava sinais evidentes de maus-tratos, incluindo o bico serrado”, afirmou.

A ave foi resgatada e encaminhada para atendimento especializado no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No entanto, apesar do resgate imediato, o órgão informou que a arara-azul não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.
“O óbito evidencia a gravidade dos maus-tratos e das condições em que essa ave estava sendo transportada”, completou o policial.
O condutor do veículo foi autuado pelas infrações de trânsito e ambientais constatadas, e as medidas legais cabíveis foram adotadas. O caso será encaminhado para os órgãos competentes para as providências administrativas e criminais.
Como denunciar maus-tratos
Denúncias de maus-tratos a animais podem ser feitas de forma online, por meio da Delegacia Virtual da Polícia Civil do Piauí, presencialmente em qualquer delegacia, pelo BO Fácil, via WhatsApp, ou pelo 190, em casos de flagrante.
Fotos, vídeos, testemunhos e exames veterinários ajudam a fortalecer as investigações.







