Na área da saúde pública, o atraso se traduz diretamente em sofrimento para a população.
Por Leônidas Amorim – Colunista do Portal Cidade Luz
Durante visita ao Hospital Estadual Dr. João Pacheco Cavalcante, em Corrente, no dia 16 de julho de 2025, o secretário de Saúde do Piauí, Antônio Luiz, acompanhado do governador Rafael Fonteles, anunciou a inauguração da Central de Diagnóstico para a primeira semana de agosto e o início das atividades da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o dia 1º de setembro. Entretanto, três meses após os anúncios, a realidade permanece distante das expectativas geradas. Com informações de Igor Rodrigues.
A UTI, planejada para contar com dez leitos e divulgada como um “avanço histórico” para a região, ainda está em fase de construção. A Central de Diagnóstico, que deveria ter sido entregue em 11 de agosto, permanece sem funcionamento. Embora a estrutura física esteja erguida e os compromissos públicos tenham sido assumidos, os serviços ainda não estão disponíveis para a população que depende deles.

Em agosto, o secretário garantiu que a Central havia sido entregue e que uma vistoria final seria realizada em breve. Reforçou também o compromisso de colocar a UTI em operação no mês seguinte. No entanto, nenhuma dessas promessas foi cumprida. Em 7 de outubro, por meio das redes sociais, reiterou que os equipamentos já estavam no local e que a inauguração estava próxima, declaração que, até o momento, não se traduziu em fatos concretos. Enquanto isso, residentes do extremo sul do estado enfrentam longas viagens até Bom Jesus ou Teresina para acessar exames e tratamentos que deveriam ser oferecidos localmente.
O atraso na entrega desses serviços representa mais do que uma falha administrativa; é um grave desrespeito à população, para quem o tempo é sinônimo de vida e saúde. O governo estadual precisa reconhecer que a repetição de promessas não cumpridas gera um impacto direto e doloroso na rotina das pessoas.
A comunidade do sul do Piauí, cansada de anúncios não concretizados, reivindica a efetivação dos serviços prometidos, buscando mais do que discursos otimistas: deseja ver a saúde pública em funcionamento pleno e acessível.







