“‘Era muito batalhador’, diz irmã de piauiense natural de Landri Sales morto soterrado no 1º dia de trabalho em São Paulo

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O rapaz era natural do município de Landri Sales, a 376 km de Teresina.

“Ele era muito batalhador”, disse Renara Pereira sobre o irmão, o operário piauiense Renato Pereira da Silva, de 28 anos, que morreu soterrado após a laje de um prédio desabar na área central de Cotia, na Grande São Paulo, na quarta-feira (26). A família é natural do município de Landri Sales, a 376 km de Teresina.

“O Renato era muito trabalhador, e gostava muito de brincar. Nunca estava triste, sempre alegre. O sentimento da família e de muita dor nesse momento”, destacou a familiar.

O rapaz era o irmão do meio entre duas irmãs. Segundo Renara, os três saíram de Landri Sales em momentos diferentes, em busca de melhores oportunidades. Renato morava em Santa Catarina há seis anos, mas havia desembarcado em São Paulo no domingo (23), para trabalhar como operário.

Por volta das 18h30, a laje de um prédio desabou na rua Dez de Janeiro, área central de Cotia. Renato trabalhava no local quando foi soterrado pelo concreto. Outras quatro pessoas também estavam no local no momento do acidente e ficaram feridas.

Familiares aguardam nesta quinta-feira (27) a liberação do corpo do rapaz. Segundo Renara Pinheiro, responsáveis pela obra buscaram a família e se comprometeram em arcar com as despesas do translado do corpo.

Ele deve ser trazido e enterrado na cidade de Landri Sales, onde a mãe e outros familiares ainda residem.

Dificuldade para encontrar vítima

A Polícia e a Defesa Civil disseram que o cimento estava mole na hora do acidente e que esta estrutura toda caiu em cima do quinto trabalhador, Renato Pereira da Silva. Como o cimento endurece rápido, as equipes trabalharam com cuidado durante a madrugada pra tentar encontrar a vítima.

O corpo de Renato foi encontrado por volta de 2 horas da manhã desta quinta-feira (27) pelos bombeiros. Ele estava soterrado um metro abaixo do concreto. Britadeira e outras ferramentas foram usadas para quebrar o concreto, que secou no decorrer das horas.

A delegada da cidade já identificou o dono da obra, mas ainda não foi esclarecido se a obra tinha alvará e autorização da prefeitura da cidade de Cotia para acontecer. O caso segue em investigação.

Gleison Fernandes
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Editor Chefe do Portal Cidade Luz

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