Segundo a PF, Pedro Alves Corrêa Netto favoreceu entidade envolvida em esquema na autarquia federal
As informações constam na decisão judicial que autorizou a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF nesta quinta. No documento, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou o servidor colocar tornozeleira eletrônica.
As propinas foram recebidas pelo ex-secretário por meio de transferências bancárias realizadas por Cícero Marcelino, operador da Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).

Segundo as investigações, a entidade recebeu R$ 708,2 milhões do INSS, dos quais, R$ 640 milhões foram desviados para empresas de fachada e contas de operadores financeiros ligados ao grupo investigado.
A PF aponta que servidor público teria facilitado os interesses criminosos da Conafer junto a programas do Ministério da Agricultura e outros órgãos do governo federal.
Conforme a PF, Pedro Alves favoreceu o ITT (Instituto Terra e Trabalho), entidade vinculada à Conafer. “Há indícios de que Pedro intercedia junto à Frente Parlamentar Mista em Defesa do Empreendedorismo Rural, apoiando projetos e parcerias de interesse do grupo”, diz a investigação.
“Os repasses partiram de empresas controladas por CÍCERO, incluindo: Santos Consultoria e Assessoria Ltda., To Hire Cars Locadora de Veículos Ltda., Agropecuária PKST Ltda. e Solution Serviços Especializados em Apoio Administrativo Ltda”, detalha a PF.
Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária disse que “tomou conhecimento, pela imprensa, da situação envolvendo o ex-secretário Pedro Alves Corrêa Neto”.
“Na ocasião, o ex-secretário colocou o cargo à disposição e as devidas providências foram tomadas, com a exoneração publicada no Diário Oficial da União. O Mapa não tem conhecimento de outros desdobramentos do caso, mas está à disposição para contribuir com as apurações necessárias conforme a lei”, finalizou a pasta.
A CNN Brasil contactou tenta contato com a defesa do ex-secretário Pedro Alves Corrêa Netto.
Davi Vittorazzi, da CNN Brasil, Brasília







