Governo Lula não vai apoiar mudanças na lei do aborto, diz ministro Padilha

-

- Advertisment -spot_img

Em visita a Minas Gerais, o ministro disse que o governo vai trabalhar para que o PL não seja aprovado no Congresso

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o governo não irá apoiar o PL (projeto de lei) 1.904 de 2024, que equipara o aborto acima de 22 semanas de gestação ao crime de homicídio. Segundo ele, esse é um compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que o Planalto vai trabalhar para que o projeto em discussão na Câmara não seja aprovado.

Foto> Evaristo Sá / AFP

“Não contem com o governo para mudar a legislação de aborto no país, ainda mais para um projeto que estabelece que uma mulher estuprada vai ter uma pena duas vezes maior que a do estuprador. Não contem com o governo para essa barbaridade”, declarou.

O ministro, apesar de dizer que o governo trabalhará contra a medida no Congresso, minimizou a aprovação do regime de urgência pela Câmara na última 4ª feira (12.jun). Segundo ele, há mais de 2.000 projetos nesse estágio e que nunca foram aprovados.

Antes de assumir o 3º mandato como presidente da República, Lula declarou ser contrário ao aborto, mas defendeu que a prática deveria ser tratada como uma questão de saúde pública e um direito de todas as mulheres. Leia aqui em quais casos o aborto é permitido no Brasil.

CÂMARA APROVA URGÊNCIA

O tema voltou a ser discutido depois de a Câmara dos Deputados aprovar na 4ª feira (12.jun.2024) o requerimento de urgência para acelerar a tramitação do projeto de lei. Com a medida, o texto não precisa passar por comissões temáticas e a análise pode ser realizada diretamente em plenário.

O projeto, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ganhou atenção por equiparar o aborto acima das 22 semanas ao crime de homicídio. Foi apresentado há menos de 1 mês, em 17 de maio.

No texto, o congressista estabelece que, mesmo se a gravidez for resultado de um estupro, não será permitida a interrupção se o feto for considerado “viável”.

O texto altera o Código Penal. O artigo 121 determina a pena de 6 a 20 anos de prisão em caso de homicídio simples. Já o artigo 213 diz que a punição para estupro é de 6 a 10 anos de reclusão. Se a vítima tiver de 14 a 18 anos, a pena é ampliada, de 8 a 14 anos.

Leonidas Amorim
Leonidas Amorimhttps://portalcidadeluz.com.br
Acompanhe nossa coluna no Portal Cidade Luz e fique por dentro.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Posts Recentes

Soluços provocam mal-estar em Bolsonaro na Papudinha

Filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro afirma que pai teve mal-estar nesta segunda-feira (16) e segue sob acompanhamento médico na...

Tarcísio critica homenagem a Lula no desfile e ironiza: ‘Não vi a ala da Lava Jato’

A crítica de Tarcísio se une a de outros bolsonaristas que apontaram propaganda eleitoral antecipada a favor de Lula...

Aliados de Lula afirmam que desfile foi conduzido com cautela e que reação da oposição era prevista

Planalto acredita que cartilha foi seguida de forma criteriosa, com Janja e ministros ausentes na avenidaNo Palácio do Planalto,...

Alerta de tempestades intensas coloca regiões do Piauí em risco até terça-feira (17)

O alerta abrange áreas das regiões Centro-Norte, Norte e Sudoeste do Piauí.O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um...
- Advertisement -spot_imgspot_img

Seca atinge 125 municípios no Piauí apesar de R$ 300 milhões investidos em obras

Investimentos ocorreram nos últimos três anos; em 2025, mais da metade das cidades enfrentou estiagem e municípios tiveram Bolsa...

Produto brasileiro pode combater câncer de mama e redução dos efeitos da quimioterapia

USP identifica ação antitumoral de substância que intensifica medicamentos já usados e abre caminho para tratamentos mais eficazes e...
- Advertisement -spot_imgspot_img

Você também pode gostar
Recomendado para você