Deputado federal do PL-RJ diz que já tem mais de oitenta assinaturas de apoio de parlamentares da Câmara; posição também é disputada pelo PT
A disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) ganhou mais um candidato no páreo. Nesta quinta-feira, 19, o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), também conhecido como Hélio Negão, colocou seu nome publicamente à disposição e disse que sua escolha foi pautada em diálogos com lideranças bolsonaristas — incluindo o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro. Por ora, o favorito ao cargo é Odair Cunha (PT-MG).
Após conversar com lideranças e refletir sobre o momento do país, comunico oficialmente que meu nome está à disposição da Câmara dos Deputados para ser candidato à vaga do Tribunal de Contas da União (TCU), que será definida nos próximos meses. Nas últimas semanas, estive em diálogo com diversas lideranças nacionais, entre elas, o presidente Jair Bolsonaro. Foram conversas abertas sobre a importância de fortalecer os órgãos de controle e garantir respeito ao dinheiro público. Diálogos decisivos para a minha candidatura”, escreveu o parlamentar no X.

De acordo com o deputado, a sua candidatura “já conta com mais de 80 assinaturas de apoio de parlamentares”. No entanto, nos bastidores seu nome não é o único do campo bolsonarista que almeja uma vaga na Corte responsável por fiscalizar as contas públicas. Como mostrou a coluna Radar, de VEJA, o vice-presidente da Câmara e antigo líder de Jair Bolsonaro, o deputado Altineu Cortes (PL-SP), também estaria de olho na vaga, movimentando-se nos bastidores por uma indicação.
A vaga que está em disputa será aberta pela aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, que deve deixar o TCU nas próximas semanas. A escolha é feita por meio de uma votação secreta entre os deputados e o candidato deve ser aprovado por maioria simples — no entanto, a escolha normalmente é acertada primeiro nos bastidores. O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria prometido uma vaga ao PT em troca de apoio político, mas enfrenta a pressão de outros partidos, que também almejam a cadeira.
Por Isabella Alonso Panho – VEJA





