O esquema criminoso foi desarticulado em operação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.
A Justiça do Piauí decretou a prisão preventiva de 35 pessoas acusadas de integrarem um grupo criminoso que aplicava golpes contra clientes da Humana Saúde. O esquema foi desarticulado pela Operação Indébito, deflagrada no dia 20 de agosto pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), da Polícia Civil do Piauí.

Desses 35 investigados, 16 haviam sido presos no dia da operação. As prisões, até então, eram temporárias, entretanto, no dia 25 de agosto o juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, converteu as prisões em preventivas.
Segundo a Polícia Civil, que representou pelas prisões, o caso se trata de uma sofisticada fraude eletrônica, de abrangência nacional, consistente na criação e utilização de websites e perfis falsos, em nome principalmente da operadora de plano de saúde Humana Saúde. Por meio desse artifício, os criminosos aplicavam o chamado golpe do falso boleto contra vítimas de diversos estados do Brasil, incluindo o Piauí.
Como funcionava o esquema
Os investigados teriam desenvolvido páginas na internet que reproduziam, com elevado grau de semelhança, o layout e as funcionalidades do site oficial da Humana Saúde. O objetivo era induzir ao erro consumidores que buscavam a emissão de segunda via de boletos para quitação do plano de saúde.
A autoridade policial explicou que as vítimas, ao acessarem as páginas fraudulentas, eram direcionadas a canais de atendimento via aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, onde eram enviados boletos bancários falsificados.
Após efetuarem o pagamento, as vítimas acreditavam estar com seus planos devidamente regularizados. Todavia, ao tentarem utilizar os serviços contratados, eram surpreendidas com a informação de que havia pendências, ou então recebiam notificações de inadimplência emitidas pela empresa.
Atuação em vários estados
De acordo com os autos, o grupo investigado tinha atuação articulada e hierarquizada, dividida em diferentes núcleos espalhados pelos estados do Piauí, São Paulo, Paraíba, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
Entre os principais articuladores, que teve prisão preventiva decretada, está Felipe dos Santos Freitas, residente em João Pessoa (PB), apontado como o idealizador e financiador da página falsa “https://atendimentocentralhumana.online”, utilizada para enganar as vítimas.
Áudios
O GP1 obteve acesso a diálogos entre os investigados, áudios obtidos por meio da quebra de sigilo telefônico, após autorização do Poder Judiciário.
Em um dos áudios, um dos golpistas afirma que a vítima, cliente Humana Saúde, iria perceber que havia caído em um golpe somente após ser cobrada pela empresa prestadora do serviço, que entraria em contato, posteriormente, cobrando o valor da parcela do plano de saúde.
Operação Indébito
Durante a Operação Indébito, a polícia deu cumprimento a mandados de busca e apreensão e de prisão nos estados da Paraíba, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Rio Grande do Norte, Santa Catarina.
Confira abaixo a lista de investigados com prisão preventiva decretada:
Felipe dos Santos Freitas
Luís Carlos do Nascimento Oliveira
Gabriel Andreo Silva
Christian Andreo Silva
Rafael Andreo Silva
Pablo Teodoro da Silva Ferreira
Letícia Alive de Oliveira Lima
Leonardo da Silva Antônio
Bruno Bernardino Fernandes da Silva
Eloy Anthony Sorrilha do Amaral
Elizabeth Filgueira Andreo
Felipe Pereira Guimarães
Taynara Eugênia Pereira da Silva
Bianca Alves Cunha
Bruna de Jesus Santana
Victor Lins Reis
Pâmela França Carneiro
Jandeclea Ribeiro Prisco
Kaick Ribeiro Prisco
Caroline Ribeiro Prisco
Caio Henrique Martins
Stepheny Gouvea Alves Inocêncio
Pedro João dos Santos Silva
Danilo de Santana Pereira
Bianca Jesus Santos
Wander Rodney Sampaio
Kathleen Carolayne Conceição Rodrigues Oliveira
Everton Richard Avelino Eugênio
Jhonatas Oliveira Lazzarine
Brendon Ferreira Conceição
Wesley Ferreira da Silva
Rodrigo Lemos da Silva
Fernando Firmino Bastos
Alexsandro Canavesi de Souza
Eguiberto Santana da Silva
Por Thais Guimarães – GP1







