Instituição de ensino tem o apoio da ONG ABC Japan, que visa estimular a equidade no aprendizado entre nativos e não nativos de japonês. Agenda no Japão também incluiu reunião com a ministra da Educação japonesa
A comitiva do Ministério da Educação (MEC) que está no Japão visitou, na quinta-feira, 27 de março, a escola pública japonesa Irifune Shogakko, em Yokohama. A unidade escolar recebe estudantes brasileiros e tem o apoio da Organização Não Governamental (ONG) ABC Japan, que visa estimular a equidade no aprendizado entre nativos e não nativos de língua japonesa.

O ministro da Educação, Camilo Santana, acompanhou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na visita de Estado ao país asiático e conversou com a comunidade escolar sobre a valorização dos professores na sociedade japonesa e com os estudantes brasileiros que optaram por uma escola pública em língua japonesa. No encontro, Santana agradeceu ao diretor Kimitoshi Nakamura e o parabenizou pela preocupação em valorizar os professores.
“Conversei com alunos, ouvi professores e dialogamos sobre os desafios que nos unem. Quando há incentivo, é possível adaptar o imigrante ao sistema local e superar barreiras para a aprendizagem – uma lição que vale para o Japão e também para o Brasil. Volto com ainda mais energia e convicção, renovada, de que a educação é propulsora universal de desenvolvimento e o grande caminho para transformar vidas”, disse.
Segundo os dados mais recentes, a maior parte dos brasileiros em idade de escolarização que vivem no Japão frequentam escolas públicas japonesas. Uma parcela menor frequenta escolas privadas que oferecem currículo brasileiro.
Diálogo – A última agenda do ministro Camilo Santana no país asiático foi com a ministra da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão, Toshiko Abe. No encontro, os ministros conversaram sobre diversos temas, entres eles, o memorando assinado pelo Brasil e pelo Japão, que cria um mecanismo bienal de consultas entre os países.
Santana falou sobre o programa Pé-de-Meia, criado na sua gestão, com incentivo financeiro-educacional voltado a estudantes que estão matriculados no ensino médio público e são beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Os ministros também discutiram sobre a possibilidade de criar uma equivalência entre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o exame japonês de ingresso em universidades.
Agenda – Após quatro dias de intensos compromissos, que resultaram na assinatura de dez acordos e quase 80 instrumentos de cooperação entre Brasil e Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se despediu do país asiático na quinta-feira, 27 de março, com uma percepção que aponta para o sucesso da visita de Estado: “Saio do Japão muito satisfeito. Essa foi a visita mais importante que fiz ao Japão, das cinco que já fiz”, resumiu Lula, durante coletiva de imprensa antes de embarcar para o Vietnã, segundo destino da viagem à Ásia.
A visita da comitiva formada pelo presidente, ministros, parlamentares, empresários e sindicalistas ao Japão, iniciada na segunda-feira, 24 de março, abriu portas nas relações entre os dois países em áreas como transição energética, agricultura e pecuária, educação, saúde, comunicações, ciência e tecnologia e aviação.
No ano em que as duas nações celebram 130 anos de relações diplomáticas, houve a decisão de que os chefes de Estado se encontrarão a cada dois anos para que os laços comerciais se intensifiquem (saiba mais). Somam-se a isso discussões em torno do trabalho conjunto no combate à mudança do clima, tendo a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém, como catalisador. No campo da geopolítica, há a concordância de que é preciso atuar no fortalecimento da democracia e do multilateralismo e em busca de reformas no Conselho de Segurança da ONU.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional (AI/MEC) e do Palácio do Planalto