Pagamento com a palma da mão promete substituir cartão e celular

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Nova tecnologia usa biometria vascular para liberar compras por crédito, débito ou Pix; empresas preparam chegada ao mercado brasileiro.

Esquecer a carteira ou ficar sem bateria no celular pode deixar de ser um problema na hora de pagar uma compra. Uma nova tecnologia começa a chegar ao Brasil e transforma a própria palma da mão em forma de pagamento, dispensando cartões, senhas e até dispositivos eletrônicos.

A tecnologia funciona por meio da leitura das veias e do fluxo sanguíneo da palma, captados por sensores com luz infravermelha. Esse padrão é único para cada pessoa e é convertido em um código criptografado, que fica associado a um meio de pagamento, como cartão ou Pix. Na hora da compra, basta aproximar a mão do leitor para que o sistema reconheça o usuário e autorize a transação, sem contato físico e em poucos segundos.

Por analisar características internas do corpo, a biometria da palma é considerada mais segura do que métodos como reconhecimento facial ou digital. Especialistas apontam que o padrão vascular é praticamente impossível de ser falsificado e pode reduzir fraudes financeiras.

A tecnologia já está em fase de testes no Brasil. Um dos movimentos mais recentes vem da Positivo Tecnologia, que anunciou um terminal de pagamento com leitura biométrica da palma da mão em parceria com a Tencent Cloud. O dispositivo integra a validação da identidade e a transação financeira no mesmo equipamento, permitindo pagamentos por crédito, débito ou Pix com a aproximação da mão. A expectativa é que os terminais cheguem ao mercado brasileiro no segundo semestre deste ano.

“Acreditamos que essa tecnologia integrada no ponto de venda irá revolucionar o atendimento ao cliente, ganhando agilidade e reduzindo fricção”, afirma Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de Negócios de Consumo e Mobilidade da Positivo Tecnologia. “A tecnologia reduz a necessidade de senhas, QR Codes, além de processos que deixam filas enormes e menor eficiência no check out.”

Outra frente envolve a Cielo, em parceria com a francesa Ingenico, que já realizou testes no país com a tecnologia, apelidada no mercado de “palm vein” ou até “Palma ID”. A prova de conceito foi feita no ano passado, em um ambiente controlado, com pagamentos reais utilizando cartões vinculados à biometria. A solução está em fase experimental e não há previsão de implementação em larga escala no curto prazo.

O avanço da solução, porém, vai depender da adesão de bancos, varejistas e consumidores, além de regulamentação e garantias de segurança no tratamento dos dados biométricos.

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