Pets também podem usar aparelhos nos dentes: saiba causas, valores e cuidados do tratamento

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Um aparelho ortodôntico em um gato ou cachorro pode custar entre R$ 850 e R$ 7.000, dependendo da clínica

Apesar de ser pouco comum, alguns cães e gatos precisam de aparelhos ortodônticos. Porém, diferentemente do que acontece com os humanos, em que muitas vezes o uso atende a uma questão estética, no caso dos pets os motivos são unicamente a saúde bucal e o bem-estar. O RPet conversou com especialistas em odontologia dos animais para saber quando a implantação do aparelho é necessária, duração do tratamento e valores.

Divulgação

“Normalmente, os cães são os que mais necessitam de correção ortodôntica, mas há situações em que os gatos também precisam. Em geral, o tratamento é indicado em casos de maloclusões, ou seja, quando há alguma anomalia na mordida do paciente. Essas alterações podem ocasionar desde pequenos desvios nos dentes até casos mais graves, que provocam lesões em tecidos moles, como língua, gengiva, lábios e palato”, explica Alexandre Venceslau, odontologista clínico da Foxvet.

Amanda Rodrigues, veterinária odontologista do Veros Hospital, complementa, lembrando que é importante o tutor observar seu pet para saber se ele está com algum problema dental. “Se, por exemplo, um dente está ferindo alguma parte da boca, como a gengiva ou o céu da boca, há a necessidade de tratamento. Nesses casos, alguns pets têm dificuldade para se alimentar ou mostrar algum sinal de desconforto, enquanto muitos sofrem em silêncio”, diz.

Mesmo aparelho que os humanos usam?

Herbert Lima Corrêa, especializado em odontologia veterinária e sócio-fundador da clínica Odontovet, conta que existem aparelhos ortodônticos feitos exclusivamente para os pets, mas que os usados pelos humanos também servem em alguns casos. Ele ainda ressalta que sempre que se faz um tratamento odontológico em um animal é utilizada uma anestesia geral.

“Por exemplo, podemos usar os bráquetes (aquelas pecinhas que vemos na superfície dos dentes de quem usa fixo), muito utilizados em humanos. Mas essa é uma técnica um pouco mais sensível porque, se bichinho vai lá e morde alguma coisa que faz um dos bráquetes cair, desequilibra todo o aparelho e você vai ter que, na verdade, anestesiar novamente o paciente. Então, na maior parte dos casos, optamos por aparelhos mais resistentes”, ilustra.

Tempo de tratamento e cuidados

Devido a diferenças fisiológicas e de estrutura óssea, o tratamento ortodôntico nos pets costuma levar menos tempo do que em humanos. Corrêa diz que, em média, um cachorro ou gato fica de dois a três meses com o aparelho.


“No caso dos bichos, quanto mais ficarem de aparelho é pior, porque um dos grandes desafios do uso é a higienização. O aparelho vai facilitar o acúmulo de placa bacteriana se os tutores não conseguirem fazer a escovação dos dentes do animal, o que pode causar inflamação na boca. Além disso, a mordida dos seres humanos, a oclusão (contato dos dentes superiores com os inferiores) é mais completa. Por isso têm um tratamento mais longo”, esclarece o profissional.

A alimentação do pet continua normalmente durante o tratamento ortodôntico, mas são necessários alguns cuidados. “Recomendamos o animal não morder comida ou objetos duros, como ossos e brinquedos, por exemplo, e bichinhos de pelúcia, que podem prender nos aparelhos ou quebrá-los. Em alguns casos, se o cachorro é mais danado, será necessário usar aquele cone no pescoço”, lista.

Valores e dados

Os valores para colocar um aparelho ortodôntico nos pets variam muito, dependendo de cada clínica e, claro, do tratamento que será realizado. “Envolve alguns procedimentos anestésicos, no mínimo três — para moldagem, para instalação e para retirada do aparelho. Em alguns casos, são necessárias outras intervenções anestésicas para ajuste. Todos esses fatores fazem com que o valor investido varie bastante”, detalha o odontologista-veterinário Alexandre Venceslau.

RPet entrou em contato com algumas clínicas em São Paulo, e os valores foram de R$ 850 até R$ 7.000, dependendo da localização na cidade, mas sempre com a ressalva de que uma primeira consulta seria fundamental para saber o tipo de tratamento e duração.

De acordo com dados enviados pelo Veros Hospital Veterinário, em 2022 foram 24 pets que colocaram aparelhos. Já a Odontovet informou que atende uma média de um a dois pacientes por mês.

RPET | Thaís Sant’Anna, do R7

Leonidas Amorim
Leonidas Amorimhttps://portalcidadeluz.com.br
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