Serviços públicos oferecem suporte integral, incluindo CAPS, Residências Terapêuticas e canal telefônico gratuito para apoio psicológico
O Governo do Estado do Piauí oferece uma rede estruturada de serviços em saúde mental por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que assegura um atendimento humanizado para pessoas com sofrimento psíquico, tanto na capital quanto no interior. Entre os principais recursos disponíveis estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), indicados para o tratamento de transtornos mentais graves e persistentes, além de questões relacionadas ao consumo de álcool e outras drogas.

A rede inclui CAPS para adultos, CAPS AD (voltados para dependência química) e CAPS Infantojuvenis. O estado também dispõe de Residências Terapêuticas, destinadas a indivíduos que passaram longos períodos internados em hospitais psiquiátricos e que não têm apoio familiar, além de leitos especializados em saúde mental em hospitais gerais para casos de crise aguda. Outro serviço importante é o canal telefônico gratuito Minutos pela Vida, que oferece apoio psicológico, orientações e encaminhamentos para a rede de atendimento. O número para contato é 0800 280 2882, disponível de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30.

Segundo Rosa Rodrigues, diretora de Atenção à Saúde Mental do Estado, o acesso aos serviços é facilitado e sem burocracia. “Qualquer pessoa, independentemente da idade ou necessidade de encaminhamento, pode buscar atendimento na rede pública de saúde mental do Piauí. O acolhimento inicial pode acontecer nos CAPS, nas Unidades Básicas de Saúde ou por meio de encaminhamento de escolas, serviços sociais, hospitais ou unidades de urgência. As equipes multiprofissionais realizam uma escuta qualificada e elaboram um plano de cuidado personalizado”, explica. Ela destaca ainda que, no interior, as Unidades Básicas de Saúde funcionam como porta de entrada do SUS e orientam o encaminhamento dentro da rede. Também é possível buscar os CAPS regionais, que atendem moradores locais e de municípios vizinhos que não possuem o serviço. Informações sobre locais e procedimentos de atendimento estão disponíveis nas Secretarias de Saúde municipais.
É fundamental estar atento a sinais que indicam a necessidade de buscar ajuda profissional, como tristeza prolongada, isolamento, mudanças bruscas de comportamento, crises de ansiedade, uso excessivo de álcool ou drogas, e fala sobre morte. Em casos de emergência ou risco imediato, recomenda-se procurar atendimento urgente em hospitais ou unidades especializadas.

A psicóloga Mariany Silva Miranda, gerente de Prevenção do Suicídio na Sesapi, reforça que o acesso rápido aos serviços públicos é essencial para evitar o agravamento dos quadros e para garantir um cuidado eficaz, com acolhimento e escuta sensível. “Reconhecer o sofrimento emocional e buscar ajuda cedo é um passo importante para proteger vidas”, afirma.







