O levantamento realizado pela Pastoral do Povo de Rua aponta que , em 2013, eram 93 pessoas nesta condição, atualmente o número supera 1 mil pessoas vivendo nesta condição.
Um levantamento realizado pela Pastoral do Povo de Rua aponta que, nos últimos 12 anos, o Piauí registrou um aumento de quase 1.700% no número de pessoas vivendo em situação de rua. Em 2013, eram 93 pessoas nessa condição, a maioria concentrada na capital.
De acordo com os dados da Pastoral, até março de 2025 o estado contabilizava 1.663 pessoas em situação de rua, sendo 1.219 apenas em Teresina. Os números foram obtidos a partir do cruzamento de informações junto a equipamentos da Assistência Social voltados a esse público.

Em um recorte mais recente, comparando dezembro de 2023 e março de 2025, somente Teresina apresentou crescimento aproximado de 26% em 15 meses, passando de 964 para 1.219 pessoas em situação de rua. O avanço indica uma tendência de aumento em ritmo variável ao longo dos últimos anos.
Dados do Censo SUAS de 2023, mostram que o Piauí conta com apenas dois Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centro POP), em Teresina e Parnaíba, pois a obrigatoriedade é em municípios com mais de 100 mil habitantes. Porém o coordenador, Pe. João Paulo, aponta que a capital necessita de mais centros.
“Teresina deveria aumentar o número de Centros Pop tendo em vista que tem mais de 1 mil pessoas em situação de rua, e possui apenas um centro da capital para atender toda a demanda”, avaliou o coordenador.
Ainda segundo o padre João Paulo, uma das medidas que poderiam reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas seria o cumprimento, por parte das prefeituras, da legislação federal que reserva cerca de 3% das unidades do programa Minha Casa, Minha Vida para esse público.
“O problema é que as prefeituras não atendem, não obedecem a essa exigência da lei do presidente da república e colocam quem eles querem. Eis a questão. Só botam quem eles querem às vezes pensando talvez em votos e os de rua não dão voto”, afirmou.
O coordenador também destacou que a retirada das pessoas da situação de rua passa pela construção de vínculos de confiança, diante da rejeição social frequentemente enfrentada por esse público.
“Quando várias vezes pessoas amigas que trabalham com eles na busca de ressocialização, de uma promoção humana, eles veem, acreditam e confiam naquela como no caso da Pastoral de Rua aí eles podem uma hora dizer olha eu quero sair da rua porque a rua não não não dá mais pra mim”, avaliou.
A Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (SASC) em comunicado informou que a política de assistência social acaba sendo executada praticamente em 100% pelos municípios, mas que tem realizado treinamentos e qualificações das equipes de referência junto às cidades no interior do estado para referência no atendimento nos Centros de Referência e Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
Fonte: Portalodia





