Por Gleison Fernandes – Jornalismo da UCA.
O deputado estadual Georgiano Neto (PSD) afirmou nesta quinta-feira (19) que não houve acordo entre o PSD e o MDB para retomar a chamada “fusão cruzada” na formação das chapas proporcionais para as eleições de 2026. Segundo o parlamentar, apesar de novas tentativas de diálogo, as negociações foram encerradas após a decisão do MDB de não avançar nas tratativas.

A proposta previa uma divisão estratégica entre os partidos, com o MDB concentrando candidaturas à Assembleia Legislativa, enquanto o PSD ficaria responsável pela disputa à Câmara Federal. No entanto, conforme destacou Georgiano, não foi possível restabelecer o entendimento.
Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou que o rompimento partiu do MDB e classificou a decisão como inesperada. Ele também ressaltou que houve tentativas de reconciliação, sem sucesso. “Após a decisão do MDB de romper o acordo e da rejeição às nossas tentativas de diálogo, consideramos encerradas as negociações”, declarou.
Diante do impasse, Georgiano Neto informou que o PSD seguirá com estratégia própria, lançando chapas tanto para deputado estadual quanto federal. O parlamentar também convocou filiados e novos interessados a integrarem o partido visando o fortalecimento da sigla para o próximo pleito.
“O PSD seguirá trabalhando para se consolidar como uma força política independente, com participação ativa nas eleições de 2026”, destacou.
Apesar do fim das negociações no campo proporcional, o deputado reafirmou o alinhamento político com a base governista no cenário majoritário. Segundo ele, o partido mantém apoio ao grupo liderado pelo governador Rafael Fonteles (PT), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Wellington Dias.
O governador Rafael Fonteles também comentou o cenário e demonstrou confiança na construção de um entendimento entre os partidos da base aliada. Ele destacou que o período da janela partidária intensifica as articulações políticas e que divergências são naturais durante a formação das chapas.
Rafael defendeu ainda a redução no número de chapas proporcionais como estratégia para aumentar a competitividade eleitoral, concentrando votos e ampliando as chances de êxito nas eleições.





