Wellington Dias defende convergência de esforços no combate à fome no IV Fórum Árabe pela Igualdade

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O evento é sediado na Argélia e reúne autoridades para discutir estratégias de promoção da igualdade e fortalecimento da proteção social

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou do painel “Parcerias globais para uma proteção social mais efetiva”, nesta quarta-feira (25.06), durante o IV Fórum Árabe pela Igualdade. Na ocasião, o titular do MDS e copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza destacou a importância de potencializar os esforços para a erradicação da fome e da pobreza no mundo.

No encontro, foram discutidas iniciativas conjuntas que complementem o financiamento e o apoio aos sistemas nacionais de proteção social. A proposta do painel foi apresentar experiências de articulação entre governos, setor privado, sindicatos e organizações internacionais para superar os principais gargalos que afetam as populações vulneráveis.

Wellington Dias apresentou a Aliança Global como uma estratégia para unir esforços e enfrentar os desafios causados pela desigualdade no mundo. Durante o painel, ressaltou que a iniciativa não cria novas estruturas nem implica em custos adicionais, mas funciona como uma articulação direta com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

“A ideia não é criar um novo sistema, mas sim, usar de forma efetiva ações que deram resultado em todo o mundo. A ideia da Aliança é reunir e compartilhar ações e experiências de sucesso testadas e aprovadas com os países que mais precisam”, reforçou o ministro.

O titular do MDS defendeu a expansão de ações na produção de alimentos, qualificação para emprego e empreendedorismo, e deu destaque para a importância de os países mais desenvolvidos ajudarem as nações mais pobres. “O mundo hoje produz mais alimentos do que todos consomem. O problema não é a falta de alimentos. O que precisamos é ser eficientes”, afirmou Dias.

O debate foi baseado no papel das parcerias globais no compartilhamento de soluções inovadoras e práticas bem-sucedidas e nas estratégias para ampliar as parcerias globais como um caminho para a troca de conhecimento, cooperação, mobilização e desembolso eficientes de recursos.

Wellington Dias dividiu a mesa com o vice-presidente executivo da ODI Global, Hans Peter Lankes e com o embaixador do Catar na Argélia, Abdelaziz Ali Al-Naama. Lankes defendeu a criação de um fundo internacional para facilitar o fluxo e a coordenação de recursos voltados à proteção social. “Há países que precisam lidar com dezenas de doadores. É uma confusão. Precisamos de um mecanismo coordenado. Ações como a Aliança Global ajudam a reunir a comunidade internacional em torno de uma abordagem coordenada”, destacou.

O embaixador do Catar, Ali Al-Naama, reafirmou o compromisso da nação com o combate à pobreza e à fome e lembrou que o país sediará, em novembro, o Fórum Social Mundial. “Faz parte da nossa agenda ajudar os países em desenvolvimento. O Catar tem um grande programa de apoio para os países africanos e tem se concentrado em capacitar recursos humanos. Esperamos que na cúpula possamos avançar muito nessas áreas”, afirmou.

Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza

Criada durante a presidência brasileira no G20, a Aliança busca reunir políticas públicas eficazes em uma cesta de soluções testadas e aprovadas que possam ser adaptadas a diferentes realidades.

O ministro explicou, durante o painel, que a Aliança é aberta a todos os países interessados e atualmente já reúne 102 membros, entre nações, instituições financeiras, agências da ONU e centros de conhecimento.

“O foco é reduzir a fome e a pobreza em todo o mundo. Eu vivi a insegurança alimentar. Vivi a pobreza, e sei que é um tema que ninguém gosta de tratar. Grande parte dos problemas do mundo tem a ver com a fome. A ideia da Aliança foi estabelecer uma cesta de propostas comprovadamente eficientes no mundo, que se mostram efetivas”, disse Wellington Dias.

A meta da Aliança é retirar 600 milhões de pessoas da fome até 2030. “Precisamos cuidar da insegurança alimentar, mas também precisamos investir na educação, na qualificação. O Brasil reduziu 85% da insegurança alimentar. Vários países têm experiências, e essa soma de esforços é que dá resultado para o mundo que vivemos”, concluiu o copresidente da Aliança e titular do MDS.

O IV Fórum Árabe pela Igualdade é organizado pela Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (ESCWA), uma das cinco comissões regionais vinculadas ao Conselho Econômico e Social da ONU. A ESCWA atua para promover o desenvolvimento econômico e social da região por meio da cooperação e da integração regional e sub-regional.

Os assuntos debatidos na Argélia terão continuidade em setembro, com foco na realidade latino-americana, durante o encontro da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em Brasília. Em seguida, serão aprofundados na Cúpula Social da Aliança Global, marcada para 3 de novembro, no Catar. A presença do ministro Wellington Dias no Fórum Árabe pela Igualdade reforça o compromisso do Brasil em levar o enfrentamento das desigualdades para a agenda internacional.

Leonidas Amorim
Leonidas Amorimhttps://portalcidadeluz.com.br
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