Ambev inicia compra de cajus para produção de cerveja no Piauí

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A previsão é de que sejam fornecidas mais de 200 toneladas de caju.

A Cervejaria Ambev iniciou nesta semana o processo de aquisição de cajus produzidos por agricultores do Piauí para fabricar sua primeira cerveja considerada “genuinamente piauiense”. Todo o processo foi intermediado pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF).

As compras dos cajus iniciaram na segunda-feira (17) e, nesta primeira etapa, os cajus estão sendo adquiridos de produtores dos municípios de Monsenhor Hipólito, Francisco Santos e Ipiranga do Piauí, por meio da Cooperativa de Cajucultores do Piauí (Cocajupi). Além desses municípios,também irão fornecer caju para a Ambev, produtores dos municípios de Canto do Buriti e Pio IX, que estão entre os maiores produtores de caju do estado.

Imagem – Reprodução

Na última quarta-feira (19), estiveram presentes no processo da compra de cajus a supervisora Agro da Ambev, Lanessa Vieira da Silva e o diretor da Cooperativa de Cajucultores do Piauí (Cocajupi), Jocibel Belchior.

De acordo com a supervisora Agro da Ambev, Lanessa Vieira da Silva, nas primeiras compras, realizadas nos últimos dias 17 e 18, foram adquiridas 26 toneladas de caju. Ela ressaltou que e os agricultores estão bastante animados com o projeto. “Iniciamos as compras da matéria-prima na segunda-feira, nos municípios de Monsenhor Hipólito e Francisco Santos. A expectativa é que sejam adquiridas nesta primeira etapa mais de 200 toneladas de caju. Os agricultores estão muito empolgados, pois estão vendendo seu produto por um o preço justo e ainda terão como produto final uma bebida que vai valorizar a história e a cultura do Piauí”, concluiu a gerente.

Segundo o agricultor do município de Francisco Santos, Luís Calor da Silva, a colheita está dentro do esperado e a expectativa é de que a produção aumente ainda mais até o final de setembro. “A colheita deste ano está muito boa e esperamos que, até o mês de setembro, aumente ainda mais. O preço do produto também está muito bom e pretendemos colher uma grande quantidade de caju, para garantir a produção da cerveja”, declarou.

Jocibel Belchior, diretor da Cooperativa de Cajucultores do Piauí, destacou a importância dessa iniciativa para as cooperativas e para os agricultores. Segundo ele, o projeto chegou em um momento em que os agricultores estavam precisando de incentivo na comercialização. “Para nós da Cocajupi é uma felicidade porque essa parceria com a Ambev chegou em um momento em que os agricultores estavam realmente precisando. Várias fábricas estavam limitando o recebimento do caju por conta da pandemia. Então, só temos que agradecer à Ambev e ao Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura Familiar e da Câmara setorial da Cajucultura, da qual fazemos parte, que nos deram todo o apoio nesse processo”, elogiou.

Belchior acrescenta que o projeto vai atender cerca de 200 fornecedores e mais de 400 famílias de agricultores familiares que estão diretamente envolvidas nessa iniciativa.

Imagem – Reprodução

Cerveja piauiense

O projeto é uma parceria da Ambev com o Governo do Estado oo Piauí, através da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar, e têm como objetivo gerar renda para agricultores e agricultoras, melhorando assim sua qualidade de vida.

O secretário de Estado da Agricultura Familiar, Hérbert Buenos Aires, que juntamente com a equipe da SAF, tem acompanhado e incentivado à execução do projeto, destaca que a comercialização para os produtos da agricultura familiar é um dos principais objetivos da secretaria. “O Governo do Estado do Piauí, através da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar, esteve, desde o início, presente junto à empresa para garantir que o fornecimento do caju aconteça a partir da produção dos nossos agricultores e agricultoras familiares. Assim foi firmada essa parceria. A aquisição começou pela região de Picos, mas depois se estenderá até a região de Canto do Buriti e também em municípios da região norte do estado. Isso deixa a gente muito feliz porque mostra que é possível, sim, criar canais de comercialização para os produtos da agricultura familiar. Este é um trabalho e uma meta da nossa secretaria que é trabalhar e viabilizar meios de comercialização para nossos agricultores e agricultoras”, concluiu.

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