Alexandre de Moraes suspende investigações do Cade e da PF sobre institutos de pesquisas

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Presidente do TSE pediu para Corregedoria-Geral Eleitoral e Procuradoria-Geral Eleitoral investigarem se houve abuso de autoridade e de poder pelo candidato Jair Bolsonaro (PL).

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, determinou a suspensão das investigações abertas por ordem do Ministério da Justiça e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre os institutos de pesquisa eleitoral. As informações do Estadão.

Foto: Rosinei Coutinho/Agência Brasil

Moraes, em despacho na noite desta quinta-feira (13), justificou que houve “usurpação da competência” da Justiça Eleitoral, que na avaliação do ministro teria a atribuição para instaurar eventual investigação.

O presidente do TSE disse que os procedimentos “parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral” do presidente Jair Bolsonaro (PL), o que segundo Moraes poderia caracterizar desvio de finalidade e abuso de poder das autoridades que determinaram as apurações.

“Patente, portanto, a competência desta Corte Eleitoral para, no exercício de seu poder de polícia, disciplinado no art. 23 do Código Eleitoral, fazer cessar as indevidas determinações realizadas por órgãos incompetentes e com indicativos de abuso de poder político e desvio de finalidade”, escreveu.

As medidas foram tomadas “de ofício” pelo presidente do TSE – ou seja, sem provocação de outro órgão. O ministro ainda determinou que a Corregedoria-Geral Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral apurem se houve abuso de autoridade e abuso de poder político no uso de órgãos administrativos para favorecer a candidatura de Bolsonaro, segundo o Estadão.

Além do procedimento no Cade, o ministro da Justiça, Anderson Torres, requisitou investigação pela Polícia Federal (PF) nesta quinta. O inquérito foi instaurado a partir de uma representação da campanha do presidente Bolsonaro. No Cade, a apuração foi aberta a mando do presidente do órgão antitruste Alexandre Cordeiro e tinha no rol de investigados as empresas Datafolha, Ipec e Ipespe. Cordeiro disse ver indícios de que os institutos de pesquisa atuaram “na forma de cartel” para “manipular” as eleições.

GZH

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