IML vai doar 80 cadáveres não reclamados para universidades de medicina do Piauí

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Corpos não reclamados são aqueles sem identificação ou que não foram procurados e serão para fins de ensino ou pesquisa.

O Instituto Médico Legal vai doar os 80 cadáveres de pessoas que não tem identificação ou que não que não foram reconhecidos à instituições de ensino para auxiliar em atividades de pesquisa. A Secretaria de Segurança Pública publicou edital de chamamento público para as Instituições de Ensino Superior que desejem receber os cadáveres não reclamados.

Foto: Nathália Schneider (Diário)

Os cadáveres não reclamados são oriundos dos órgãos do Departamento de Polícia científica para fins de ensino ou que desejem que seu corpo discente faça estágio ou atividades de pesquisa nesses órgãos, explica ao Piauí Hoje.com o perito geral da polícia Técnico-Científica, Antônio Nunes.

“O IML sempre tem corpos que ficam aguardando que apareçam parentes, às vezes sem identificação, ou às vezes não reclamados, não há quem os receba. E a gente precisa de destino, um destino digno. A maioria vai para o enterro normal, conforme as nossas obrigações das prefeituras, mas alguns deles podem ir para a universidade, para instituições de ensino, para ajudar na formação dos novos alunos e que, futuramente, serão os profissionais que cuidarão da saúde da população”, explicou.

Ele diz ainda que as córneas são retiradas daqueles cadáveres que se declararam doadores em documento. A cirurgia precisa ser feita em até 6 horas depois de constatada a morte encefálica.

“Então tem que haver morte encefálica e não pode estar morto há mais de 6 horas. As córneas podem ser mantidas por até 14 dias após retirada do corpo”, disse.

As instituições que desejam se inscrever devem se apresentar para assinatura de convênio com fins de auxílio, também, nas atividades da perícia oficial de natureza criminal, como contrapartida.

“Essa ação ajudará essas instituições na formação de profissionais de saúde melhores qualificadas para atenderem a sociedade além de melhorarem a análise das provas materiais e, em consequência, processos mais robustos”, concluiu Nunes.

Gleison Fernandes
Gleison Fernandeshttps://portalcidadeluz.com.br
Editor Chefe do Portal Cidade Luz

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