Ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, descarta reajustes no Bolsa Família

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Em entrevista exclusiva, o ministro do desenvolvimento social negou que o programa desestimule o trabalho formal e que reajuste no Orçamento afetará benefício

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse que não há previsão de reajuste no Bolsa Família em entrevista à jornalista Hariane Bittencourt, que será exibida a íntegra nesta quinta-feira (19) no SBT News.

Segundo ele, o valor mínimo garantido em 2025 de R$ 600 por família é suficiente para garantir a alimentação básica e segue os preços da cesta de alimentos.

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
“Ela [a transferência do benefício] não segue uma regra de salário, ela segue uma regra de poder de compra frente ao grande objetivo: tirar da fome, garantir apoio para superação da pobreza”, disse.

O ministro também reagiu às críticas de que o programa desestimula o trabalho formal. Ele afirmou que esse tipo de alegação é “injusta e incorreta”.

“Quando a gente olha o Cadastro Geral do Emprego, e ali temos o cruzamento com o Cadastro Único, [temos] o resultado: 2023, 2024, 16 milhões e 500 mil brasileiros do Bolsa Família celebraram contrato de trabalho e estão nas admissões ao emprego. […] Que história é essa que esse povo não quer trabalhar? O público do Bolsa Família, do Cadastro Único, sim, ele quer trabalhar”, afirmou o ministro.

Wellington Dias destacou ainda mudanças no programa que eliminaram o risco de perda imediata do benefício para quem consegue um emprego. Hoje, beneficiários que formalizam vínculos empregatícios ou empreendem continuam recebendo o Bolsa Família, total ou parcialmente, durante a transição para fora da linha da pobreza.

Corte de gastos

Dias também comentou o contingenciamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento de 2025, que atingiu todos os ministérios, inclusive o Desenvolvimento Social. Ele afirmou que nenhum programa social será afetado, incluindo o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Segundo o ministro, o corte se concentrará em áreas de investimento do ministério e não no pagamento direto de benefícios sociais. “Estamos indo atrás de quem ainda está em situação de fome ou extrema pobreza para garantir a condição de proteção”, afirmou.

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