Nordeste concentra as 10 cidades mais violentas do país; Bahia é o estado com maior número

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Os dados são do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta semana.

O Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, uma redução de 5,4% em relação ao ano anterior. A taxa nacional foi de 20,8 por 100 mil habitantes, a menor desde 2012.

Maranguape (CE) teve a maior taxa de mortes violentas intencionais do país no ano passado: 79,9 por 100 mil habitantes. O município encabeça o ranking das cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes que registraram os maiores índices desse tipo de crime.

Crédito da foto: ZSesed-RN

Dos dez municípios, todos estão no Nordeste. A Bahia aparece com cinco cidades, o Ceará com três e Pernambuco fecha a lista com duas.

Veja ranking abaixo:

Entre os estados, Amapá, Bahia e Ceará registraram as maiores taxas de mortes violentas intencionais em 2024. No entanto, o Amapá, que manteve a liderança no ranking, teve redução de 30,6% na taxa em relação ao ano anterior, quando somava 64,9 mortes por 100 mil habitantes.

São Paulo teve a menor taxa de mortes violentas intencionais do país em 2024, com 8,2 casos por 100 mil habitantes. Santa Catarina e o Distrito Federal também figuraram entre os estados com os menores índices.

Feminicídio cresce

O Anuário também mostra que o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, uma alta de 0,7% em relação ao ano anterior. Os números indicam que 97% das vítimas foram mortas por homens e 64,3% dos crimes ocorreram dentro da casa da vítima.

O documento aponta ainda que oito em cada 10 mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros. A taxa de feminicídio ficou em 1,4 por 100 mil mulheres.

Entre as mulheres assassinadas, 63,6% eram negras e 70,5% tinham entre 18 e 44 anos.

Além dos casos consumados, foram registradas 3.870 tentativas de feminicídio em 2024, o que representa um aumento de 19% em relação ao ano anterior.

O Anuário também traz informações sobre as medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça com base na Lei Maria da Penha. Ao todo, foram 555 mil medidas protetivas concedidas em 2024. Dessas, 101.656 foram descumpridas pelos agressores.

Ameaças e stalking

Entre os registros de violência contra mulheres, também houve 747.683 casos de ameaça, uma redução de 0,8% em relação a 2023.

O número de perseguições (stalking) chegou a 95.026 em 2024, crescimento de 18,3% em comparação com o ano anterior. Já os casos de violência psicológica totalizaram 51.866, com aumento de 6,3%.

Segundo o anuário, tanto a ameaça quanto o stalking são crimes com alta subnotificação, já que é necessário que a vítima reconheça a atitude enquanto violência e realize a denúncia.

O anuário aponta ainda que as Polícias Militares foram acionadas, por meio do 190, cerca de duas vezes por minuto para atender casos de violência doméstica ao longo do ano.

Leonidas Amorim
Leonidas Amorimhttps://portalcidadeluz.com.br
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