Por Gleison Fernandes – Jornalismo da UCA.
A falta de combustível tem comprometido o trabalho da Polícia Militar em várias regiões do Piauí. Viaturas estão circulando de forma limitada ou completamente paradas, o que tem reduzido o patrulhamento ostensivo e o atendimento a ocorrências. A situação tem sido confirmada por policiais e moradores, que relatam dificuldades para acionar a PM em casos de urgência.

De acordo com informações apuradas, em alguns batalhões e destacamentos o abastecimento ocorre de maneira insuficiente, permitindo somente atendimentos considerados de maior gravidade. Chamadas que exigem deslocamento para áreas mais distantes acabam não sendo atendidas, gerando sensação de insegurança entre a população.
Prefeituras de alguns municípios chegaram a ser acionadas para auxiliar na compra de combustível, mas muitas delas afirmam não ter condições de assumir um custo que é de responsabilidade do Governo do Estado. A segurança pública, conforme prevê a legislação, é obrigação direta do Estado, incluindo a manutenção da frota e o abastecimento das viaturas.
Enquanto isso, o Governo do Piauí segue divulgando ações e investimentos na área, com anúncios de modernização e fortalecimento das forças de segurança. No entanto, a dificuldade de abastecimento das viaturas contrasta com o discurso oficial e tem afetado o trabalho diário das equipes.
Sem patrulhamento regular, aumentam a vulnerabilidade das comunidades e a sensação de desproteção por parte dos moradores. Policiais afirmam que aguardam uma solução definitiva para o problema, a fim de retomar a rotina normal de rondas e atendimento.
Até o momento, não houve esclarecimento público e direto sobre os motivos da interrupção ou redução do abastecimento, nem previsão oficial de normalização do serviço.







