Por Gleison Fernandes – Jornalismo da UCA.
Setores do Partido dos Trabalhadores (PT) ligados ao ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, têm intensificado as cobranças por um posicionamento público mais firme do ex-governador sobre a definição do nome que deverá ocupar a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Rafael Fonteles nas eleições deste ano.

O nome defendido por Wellington é o do médico Vinícius Dias, seu filho, que vem sendo apresentado por aliados do ministro como uma opção de confiança para compor a chapa governista. Nos bastidores, petistas avaliam que a defesa do nome ocorre de forma reservada, sem uma manifestação pública mais contundente, o que tem limitado o avanço da proposta dentro do partido.
Aliados lembram que Wellington Dias foi o principal responsável por projetar Rafael Fonteles no cenário político estadual e nacional, ao escolhê-lo como sucessor e conduzi-lo ao comando do Palácio de Karnak. Diante disso, a postura adotada pelo governador na condução do debate sobre a vice tem sido interpretada por setores do PT como um gesto que ignora esse histórico político.
A situação ganhou novos contornos no início da semana, quando Rafael Fonteles utilizou suas redes sociais para reforçar o nome do ex-secretário de Educação, Washington Bandeira, como sua indicação pessoal para compor a chapa majoritária. A sinalização pública foi vista por aliados de Wellington como um movimento que praticamente esvaziou o espaço político para Vinícius Dias dentro da disputa.
Internamente, integrantes do PT avaliam que, apesar da relação de confiança construída ao longo dos anos entre Wellington Dias e Rafael Fonteles, o atual cenário evidencia um desalinhamento silencioso, marcado pela falta de diálogo público e pela condução centralizada da escolha do vice.
A definição da chapa governista segue em debate, mas lideranças próximas ao ministro defendem que o partido trate o tema com mais equilíbrio político, levando em consideração trajetórias, alianças e o peso das decisões que moldaram o atual grupo no poder.







