Suspensão de clínica deixa criança autista sem tratamento contínuo.
Uma mãe denunciou a interrupção do atendimento especializado de sua filha, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte e não verbal, após a suspensão dos serviços por uma clínica conveniada ao plano de saúde Humana Saúde.
De acordo com o relato, a criança era acompanhada regularmente em uma clínica da cidade, mas os atendimentos foram interrompidos devido a problemas no repasse de pagamentos entre a unidade e o plano de saúde. “A clínica suspendeu todos os atendimentos que tinha com esse plano”, afirmou a mãe.

Com a paralisação dos serviços, a criança ficou sem assistência terapêutica, considerada essencial para seu desenvolvimento. A mãe relata que buscou atendimento em outras clínicas da rede, mas não conseguiu vagas. “Fui atrás em outras clínicas, mas estão todos sem vagas para esses profissionais”, disse.
Ela também informou que tentou utilizar a busca de rede disponibilizada pelo plano de saúde, porém não obteve sucesso. “Até nas buscas de rede não tem vagas”, relatou.
A situação é considerada grave, especialmente em razão da condição da criança, que necessita de acompanhamento contínuo com profissionais especializados, como terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos.
A interrupção desse tipo de tratamento pode causar prejuízos significativos no desenvolvimento cognitivo, social e comunicacional de crianças com TEA, sobretudo em casos de maior suporte, como o nível 3.
A mãe cobra uma solução urgente por parte do plano de saúde para garantir o restabelecimento do atendimento. Até o momento, não há informações sobre quando o serviço será normalizado.
Folhaexpressa





