Segundo a petição, há indícios de falsificação de assinaturas e impressões digitais em contratos.
O escritório de advocacia Hidasi, Aires & Andrade Advogados apresentou notícia-crime na Justiça do Piauí contra o Banco Pan S/A, no dia 18 de março, apontando indícios de fraudes em contratos de empréstimos consignados envolvendo clientes idosos e vulneráveis.

Segundo a petição, há indícios de falsificação de assinaturas e impressões digitais em contratos firmados com clientes considerados hipervulneráveis, como aposentados e pensionistas. Os casos teriam sido identificados durante ações judiciais, nas quais perícias técnicas apontaram irregularidades nos documentos apresentados para formalização dos empréstimos.
Em pelo menos duas ações julgadas procedentes pela Justiça em Parnaíba, os laudos periciais concluíram que assinaturas atribuídas às vítimas não correspondiam aos seus punhos escritores. Também foram detectadas divergências em impressões digitais, levantando suspeitas de adulteração de documentos utilizados para formalizar empréstimos.
De acordo com a notícia-crime, os contratos questionados envolvem operações de cartão de crédito consignado, modalidade frequentemente destinada a beneficiários do INSS. O escritório afirma que as vítimas não tinham conhecimento das contratações ou sequer reconheciam os débitos aplicados em seus benefícios previdenciários
A denúncia sustenta que os fatos podem configurar crimes como falsificação de documento particular, bem como estelionato qualificado, por envolver vítimas idosas. Também é apontada a possibilidade de denunciação caluniosa, sob a alegação de que o banco teria adotado medidas para intimidar o exercício da advocacia.
O autor da ação pede o encaminhamento do caso ao Ministério Público e, caso necessário, a abertura de inquérito policial para aprofundar as investigações.
Outro lado
Nenhum representante do Banco Pan foi localizado para comentar o caso. O espaço está aberto para esclarecimentos.
Com informações do GP1





