O preço do gás de cozinha teve aumento médio de R$ 10 no Piauí e já começa a ser repassado ao consumidor. Com o reajuste, o botijão pode chegar a R$ 145 em algumas revendedoras do estado.
De acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindirgás-PI), a alta é resultado do último leilão realizado pela Petrobras, no dia 31 de março. Segundo a entidade, o produto foi vendido às distribuidoras com valores até 100% superiores aos praticados anteriormente.

O presidente do Sindirgás-PI, Valtercides Sousa, informou que o aumento já está em vigor. “O leilão foi realizado no dia 31 de março e esse aumento já começou a ser repassado. Desde sábado, o gás já está com o novo preço. O repasse médio foi de R$ 10, mas o valor é livre e pode variar entre as revendedoras”, afirmou.
Além do leilão, fatores externos também influenciam o preço. O sindicato aponta que o cenário internacional, especialmente o conflito no Oriente Médio envolvendo Irã e Estados Unidos, impacta o custo dos combustíveis e, consequentemente, o gás de cozinha. O Brasil importa cerca de 25% do gás consumido no país.
Segundo Valtercides Sousa, o aumento no preço do diesel também contribui para a elevação dos custos. “Tivemos reajuste superior a R$ 2,10 no litro do diesel, o que afeta diretamente toda a cadeia de distribuição”, disse.
Na segunda-feira (6), o Governo Federal anunciou medidas para tentar conter a alta dos combustíveis. Entre as ações, está a criação de uma subvenção de R$ 850 por tonelada de gás importado, com o objetivo de reduzir o impacto do preço ao consumidor. A medida provisória terá validade inicial de dois meses.
Apesar disso, o Sindirgás-PI avalia que ainda não é possível garantir que a redução chegará ao consumidor final. “A medida foi anunciada e agora precisamos acompanhar se esse benefício será repassado. Existe a preocupação de que o impacto fique restrito às etapas anteriores da cadeia”, afirmou o presidente da entidade.





