Morre Alex Zanardi, multicampeão paralímpico e ex-piloto da F1

-

Alessandro Zanardi sofreu grave acidente no automobilismo, perdeu as duas pernas e se reinventou no paraciclismo, conquistando quatro medalhas de ouro e duas de prata.

Morreu, nesta sexta-feira (01), Alessandro Zanardi, ex-piloto de Fórmula 1 e multicampeão do paraciclismo. A família de Alex confirmou a informação, mas não divulgou a causa do falecimento. O italiano, de 59 anos de idade, deixa a esposa, Daniela, e o filho, Niccolò.

– É com profundo pesar que a família anuncia o falecimento de Alessandro Zanardi, ocorrido repentinamente na noite de ontem, 1º de maio. Alex faleceu em paz, cercado pelo amor de sua família e amigos. A família agradece de coração a todos que estão demonstrando apoio neste momento e pede que sua dor e privacidade sejam respeitadas durante este período de luto. Detalhes sobre o funeral serão anunciados no momento certo – disse a família de Zanardi, em comunicado à imprensa.

Alex Zanardi se destacou na F3000 em 1991 e, no fim daquele ano, se transferiu para a Fórmula-1, ganhando visibilidade no Brasil, onde a modalidade vivia grande fase com os títulos mundiais de Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991).

Discreto na Fórmula 1, Zanardi brilhou na Fórmula Indy ao ser campeão em 1997 e 1998. Entretanto, em 2001, sofreu um grave acidente ao ser atingido em alta velocidade por outro carro na pista. O italiano ficou em estado grave e precisou amputar as duas pernas. O que parecia ser o fim da linha, no entanto, foi transformado em uma nova carreira.

Alex Zanardi se reinventou no meio esportivo e começou a competir no paraciclismo. Ele, novamente, chegou ao alto rendimento e ganhou duas medalhas de ouro e uma de prata em Londres 2012 e repetiu as conquistas na Rio 2016.

Apesar das conquistas no paraciclismo, Zanardi voltou a vivenciar um momento dramático na modalidade. Em novo acidente, em 2020, na Itália, colidiu contra um caminhão ao perder o controle da bicicleta em uma descida do circuito. Foi levado em estado grave, de helicóptero, ao hospital e passou por cirurgias na face e na cabeça.

– No dia 15 de setembro de 2001 eu sobrevivi a algo que a ciência não me dava nenhuma chance. Meu coração parou de bater sete vezes, eu sobrevivi por 15 minutos com menos de um litro de sangue no corpo. E estar aqui é um feito e tanto, muito maior do que uma medalha – declarou o paraciclista, após conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.



DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
CAPTCHA user score failed. Please contact us!

Posts Recentes

Júlio César intensifica agenda na região de Picos e reencontra prefeitos em festa do Trabalhador

Pré-candidato ao Senado, deputado visita região de Picos, participa de eventos e reforça compromisso com trabalhadores e gestores municipais O...

Maioria das mortes no trânsito no Piauí envolve vítimas sem CNH

Dados mostram 322 óbitos em 2026, com predominância de adultos entre 35 e 44 anos; Teresina já soma 53...

Edital da coleta de lixo em Teresina será publicado na segunda (4) e pode chegar a R$ 1 bilhão

A Prefeitura de Teresina deve publicar, na próxima segunda-feira (4), o edital de licitação para contratação de empresas responsáveis...

Teresina recebe abertura dos JEPEPs 2026 com participação de 24 escolas nesta segunda (4)

O Centro de Artes Marciais Sarah Menezes recebe, nesta segunda-feira (4), a partir das 9h, a cerimônia de abertura...

Guadalupe realiza neste domingo, 3 de maio, programação esportiva do Dia do Trabalhador

Por Layne Mariana. As competições esportivas em alusão ao Dia do Trabalhador serão realizadas neste domingo, 3 de maio, em...

“Manter o equilíbrio das contas é essencial para melhorar saúde, educação e infraestrutura”, diz governador

Gestão aposta em vocações econômicas, investimentos em energia e infraestrutura para impulsionar o desenvolvimento regional. O Governo do Piauí tem...

Você também pode gostar
Recomendado para você