Artistas cobram recursos, formação e incentivo cultural no município
O setor cultural de Floriano enfrenta dificuldades para manter e ampliar atividades artísticas diante da ausência de investimentos e políticas públicas voltadas à cultura. Artistas, produtores culturais e representantes do segmento apontam que a Secretaria Municipal de Cultura não lança há anos editais importantes, como o da Lei Municipal de Incentivo à Cultura Professor Moreira, criada em 1997, além de ainda não ter divulgado o edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), mesmo após o repasse de recursos federais realizado no início de 2026.
Integrantes da classe cultural também denunciam a ausência de cursos de formação e capacitação destinados a jovens interessados em atuar nas áreas de teatro, dança, capoeira, artesanato e outras manifestações culturais. Segundo o diretor artístico César Crispim, a carência de iniciativas compromete a transmissão de tradições culturais entre gerações e reduz as oportunidades de profissionalização no município. Ele afirma que a inexistência de programas de incentivo demonstra falta de compromisso com o fortalecimento cultural da cidade.

César Crispim também critica a ausência de investimentos em estruturas culturais permanentes, como bibliotecas mantidas pelo município, e questiona a destinação dos recursos previstos para o setor. De acordo com ele, existem verbas orçamentárias destinadas à cultura, mas os valores não estariam sendo aplicados em ações efetivas de incentivo aos artistas locais. O diretor aponta que a falta de políticas públicas impacta diretamente a realização de eventos tradicionais e limita o desenvolvimento artístico da população.
Outro ponto de cobrança da categoria é a demora na publicação dos editais ligados à Lei Professor Moreira e à PNAB. A legislação municipal prevê o repasse anual de parte da arrecadação do ISS e IPTU para projetos culturais, mecanismo que, segundo representantes do setor, não vem sendo executado desde 2022. Já os recursos da Lei Aldir Blanc, enviados pelo Governo Federal, ainda aguardam regulamentação e abertura de seleção de projetos pela prefeitura. Para os fazedores de cultura, a situação compromete eventos importantes do calendário local, como festas juninas, carnaval e atividades culturais comunitárias.
Por Dominic Ferreira – Portalaz





