O inquérito apura indícios de movimentações financeiras consideradas suspeitas e a possível utilização da entidade em práticas que podem configurar atos de improbidade administrativa.
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) decidiu ampliar as investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Instituto Vamos Juntos, fundação ligada à vereadora de Teresina, Tatiana Medeiros. O inquérito apura indícios de movimentações financeiras consideradas suspeitas e a possível utilização da entidade em práticas que podem configurar atos de improbidade administrativa.

A decisão foi publicada no Diário Eletrônico do MPPI na última sexta-feira. Segundo o órgão, a apuração busca esclarecer possíveis irregularidades no funcionamento da fundação, além de verificar suspeitas de enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos, violação aos princípios da administração pública e eventual desvio de finalidade no uso da entidade.
O que o MPPI considerou?
- Indícios de desvio de finalidade no Instituto Vamos Juntos e suspeita de uso da fundação para movimentação de recursos de origem ilícita;
- Suspeita de repasses financeiros da Assembleia Legislativa do Piauí e da Câmara Municipal de Teresina para Stênio Ferreira Santos, padrasto da vereadora, com possível transferência posterior dos valores para a parlamentar;
- Possível esquema de “rachadinha” e nepotismo cruzado, envolvendo nomeações em cargos públicos em troca de vantagens financeiras;
- Entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que os indícios encontrados são suficientes para justificar o aprofundamento das investigações por improbidade administrativa.
Veja a decisão divulgada pelo MPPI

Entenda
A vereadora Tatiana Medeiros foi presa pela Polícia Federal em abril de 2025 durante a Operação Escudo Eleitoral, que investiga o suposto financiamento de sua campanha por uma facção criminosa, por meio de Alandilson, apontado como seu então companheiro.
As investigações também apontam lavagem de dinheiro, compra de votos, falsidade ideológica e uso irregular do Instituto Vamos Juntos para movimentação de recursos ilícitos.
Em 2026, a parlamentar foi condenada pela Justiça Eleitoral a 19 anos, 10 meses e 7 dias de reclusão, além de 492 dias-multa, pelos crimes de organização criminosa e corrupção eleitoral. Além dela, outras sete pessoas também foram condenadas, entre elas o namorado, a mãe e outros familiares.
No dia 21 de maio, a Justiça Eleitoral negou o pedido da vereadora para retirada da tornozeleira eletrônica.
Com informações do Meio News





