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Parnaíba cria núcleo com drones e inteligência artificial para combater maus-tratos a animais

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O aumento dos casos de maus-tratos a animais e a necessidade de fortalecer a produção de provas levaram a Polícia Civil do Piauí a implantar, em Parnaíba, o Núcleo de Apuração de Crimes Ambientais da Planície Litorânea.

Foto: Freepik

Conforme a Polícia Civil, a unidade passa a utilizar drones, inteligência artificial, monitoramento térmico e perícia especializada para investigar denúncias e reunir evidências com maior precisão. A iniciativa surge em meio ao crescimento de 78% dos registros desse tipo de crime nos últimos dois anos e após casos de grande repercussão na região, como a morte de cerca de 30 animais por envenenamento.

Segundo o delegado Renato Pinheiro, responsável pelas investigações, o núcleo foi estruturado a partir de um Procedimento Operacional Padrão (POP) elaborado pela Polícia Civil e servirá de modelo para todo o estado.

“Quando tiver uma notícia de maus-tratos, nós vamos sobrevoar o local com drone e, através de softwares de inteligência artificial, vamos conseguir identificar traços de maus-tratos, como magreza e exposição de ossos. O sistema vai traduzir essas informações tecnologicamente para que possamos identificar a situação”, explicou.

O delegado destacou que a tecnologia permitirá uma atuação mais rápida e baseada em provas técnicas. De acordo com ele, as imagens captadas poderão ser utilizadas como prova digital dentro da cadeia de custódia da investigação.

“É uma forma de diferenciar, porque a gente não fica refém daquilo que os vizinhos viram ou ouviram. É uma constatação in loco que pode ser utilizada como prova digital daquela situação que está ocorrendo ali”, afirmou.

Renato Pinheiro também ressaltou que os drones utilizados pelo núcleo contam com sensores capazes de identificar calor, permitindo localizar animais mesmo em áreas de difícil visualização. “Mesmo que o animal esteja atrás de uma parede, a gente vai conseguir identificar e, através do software, ler aquela informação para fazer uma incursão segura”, disse.

A expectativa da Polícia Civil é que o uso da tecnologia amplie a capacidade de resposta às denúncias e fortaleça o combate aos crimes ambientais, especialmente os casos de maus-tratos contra animais.

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