O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) vai solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o envio de tropas do Exército Brasileiro para reforçar a segurança em zonas eleitorais consideradas mais sensíveis durante as eleições de 2026. A medida será destinada a municípios que, historicamente, registram ocorrências capazes de comprometer a tranquilidade do pleito.
Segundo o presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Ferreira, o pedido será submetido ao Pleno do Tribunal nas próximas semanas. Após aprovação, a solicitação será encaminhada ao TSE.

“Estamos finalizando a questão de urnas eletrônicas, transporte e o reforço que vamos pedir ao TSE de forças militares para aquelas zonas eleitorais que sabemos que rotineiramente têm problemas. A Justiça Eleitoral está preparada e pedimos aos eleitores que exerçam sua cidadania, levando consigo o lembrete e os números dos candidatos, pois serão seis votos”, afirmou o presidente.
Além do planejamento da segurança, o TRE-PI também trabalha para ampliar a disponibilidade de urnas eletrônicas no estado. De acordo com José Wilson Ferreira, o tribunal recebeu a confirmação de que o Piauí contará com equipamentos adicionais, o que deve reduzir a necessidade de unificação de seções eleitorais.
“Semana passada recebemos a informação de um suporte de urnas eletrônicas para o Piauí e agora estamos apenas nas tratativas para trazer essas urnas ao estado. A Corregedoria já está realizando reuniões com os juízes eleitorais e fará novos encontros. Da mesma forma, a Procuradoria Regional Eleitoral se reuniu com os promotores eleitorais. Está tudo alinhado”, disse.
O calendário eleitoral também entra em uma nova fase neste segundo semestre. As convenções partidárias estão previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. A partir de 5 de agosto terá início o período de registro das candidaturas.
Como funciona o pedido de apoio do Exército
A solicitação de tropas federais começa com a análise dos pedidos apresentados pelos juízes eleitorais responsáveis pelas zonas eleitorais. Antes de encaminhar a requisição, o TRE consulta formalmente o Governo do Estado e os órgãos de segurança pública para verificar se o efetivo das polícias Militar e Civil é insuficiente para garantir a ordem durante a votação.
Após essa avaliação, caso a necessidade seja confirmada, o Tribunal encaminha ao TSE um pedido formal indicando as zonas eleitorais que necessitam do reforço das Forças Armadas durante as eleições.





