Além de treinador, Natanael também era pastor de uma igreja evangélica; o homem se aproveitava da ausência paterna para cometer os crimes.
O treinador de futsal Natanael Ribeiro de Moraes foi condenado a 103 anos e cinco meses de reculusão, em regime fechado, por crimes de violência sexual praticados contra adolescentes em Parnaíba, no litoral do Piauí. A sentença foi proferida nesta terça-feira (7).
Segundo o Ministério Público do Piauí (MPPI), a condenação atende aos pedidos apresentados pelo órgão durante a ação penal. Além do cumprimento da pena, a Justiça determinou o pagamento de indenização por danos morais às vítimas, fixando o valor de R$ 15 mil para oito adolescentes e de R$ 5 mil para outras três vítimas.

De acordo com a denúncia do MPPI, Natanael Ribeiro de Moares utilizava a posição de treinador de futsal e a influência exercida como pastor de uma igreja evangélica para conquistar a confiança das vítimas e praticar os crimes. Conforme as investigações, os abusos ocorreram entre os anos de 2014 e 2023. A atuação do Ministério Público no caso foi conduzida pelo promotor de Justiça Rômulo Paulo Cordão, titular da 8ª Promotoria de Justiça de Parnaíba.
Preso desde maio de 2025, o condenado teria levado adolescentes até sua residência sob o pretexto de realizar sessões sigilosas de aconselhamento, além de exigir que as vítimas enviassem fotos e vídeos nus, afirmando que precisava dos arquivos para “avaliação física esportiva”.
Responsável pelo inquérito, a delegada Rafaela Bezerra explicou à época que o suspeito prometia transformar jovens em jogadores profissionais para praticar os abusos em Parnaíba.
“Ele explorava a influência espiritual, bem como alimentava os sonhos dos adolescentes de se tornarem jogadores de futebol profissional, prometendo projeção na carreira esportiva. Além disso, ele se aproveitava da ausência de uma figura paterna sólida na vida dos jovens para criar vínculos afetivos e de dependência, facilitando a prática dos abusos”, disse.
A defesa de Natanael Ribeiro de Moraes não foi encontrada para comentar o caso. A sentença ainda está sujeita aos recursos cabíveis.
Fonte: Portalodia





