Relatório da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) revelou que 21 barragens no Piauí precisam ter dados atualizados para melhor avaliação sobre riscos e dano potencial na estrutura.

O estudo divulgado pela ANA analisou reservatórios em todo o País e é um termômetro para os gestores público e privados adotarem as providências.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) divulgou nota informando que a ausência do detalhamento no relatório da ANA está relacionada, principalmente, à falta de informações técnicas que, por lei, devem ser fornecidas pelos próprios empreendedores responsáveis pelas barragens.
De acordo com a Semarh existe o monitoramento dos reservatórios e a classificação das barragens por meio de imagens de satélite e inspeções de campo. (Veja nota completa abaixo)
A Agência Nacional das Águas informou que o Piauí tem 21 barragens listadas no relatório da ANA como prioritárias indicadas pelo órgão fiscalizador estadual, que é a Semarh.
“No entanto, elas não integram o grupo das 213 barragens que atendem ao critério padronizado de priorização adotado pelo Relatório”, diz a nota da ANA.
A Agência explicou que o estudo considera estruturas com Dano Potencial Associado (DPA) alto ou médio (ou evidência de potencial dano humano), concomitantemente à Categoria de Risco (CRI) alta em razão de comprometimento da estrutura ou da identificação de anomalias graves.
“O Relatório de Segurança de Barragens 2026 não apresenta, para essas barragens, informações individualizadas sobre os problemas específicos identificados. Isso ocorre porque esses dados não foram informados pelo órgão fiscalizador responsável ao Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB)”, disse o comunicado da ANA.
A diretora de Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), Joquebede Benvindo, informou que a Semarh é órgão fiscalizador, mas as instituições responsáveis – IDEPI, DNOCS, prefeituras municipais e outros – é que devem elaborar o plano de segurança e sanar os problemas.
“A Semarh já havia catalogado essas barragens e finalizamos a análise no final de 2025 e publicamos no site da Semarh, colocando as classificações de riscos, o dano potencial associado daquelas barragens. Além disso, a Semarh já vinha fazendo esse trabalho de conscientização, foi publicado um manual de segurança de barragens que ajuda o operador das barragens, seja pública ou privada, regularizar a situação e fazer as manutenções”, disse.
A diretora de recursos hídricos relembrou que ano passado foi feito um curso sobre protocolo de segurança de barragens em parceria com a Defesa Civil.
O governo do estado também disponibilizou para a população situação das barragens que você pode conferir no link aqui.
No Piauí, já foram catalogadas 267 barragens em diversos municípios.
Nota da Semarh:
A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) esclarece que a ausência de detalhamento de algumas barragens no Relatório de Segurança de Barragens da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) está relacionada, principalmente, à falta de informações técnicas que, por lei, devem ser fornecidas pelos próprios empreendedores responsáveis pelas barragens.
A Semarh realiza o monitoramento e a classificação das barragens por meio de imagens de satélite e inspeções de campo. No entanto, parte dos dados necessários para definir a Categoria de Risco (CRI) e o Dano Potencial Associado (DPA) depende das informações prestadas pelos empreendedores, conforme estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens.
A secretaria reforça que tem priorizado uma atuação educativa para estimular a regularização dos empreendimentos e fortalecer a cultura de segurança de barragens. Como parte desse trabalho, a Semarh elaborou e disponibilizou um Manual de Segurança de Barragens, com orientações sobre as obrigações legais dos empreendedores, os procedimentos de regularização e as medidas necessárias para garantir a segurança das estruturas e da população.
Veja a lista das 21 barragens que precisam de dados, segundo a ANA:
Barragem Serra Negra 2 (Aroazes)
Barragem Tinguis (Brasileira)
Barragem de Brasileira (Brasileira)
Barragem do Surubim (Campo Maior)
Barragem da Formiga (Campo Maior)
Barragem Walter Alencar (Campo Maior)
Barragem Particular (Campo Maior)
Barragem Salinas (Campo Maior)
Barragem Nonato (Dom Inocêncio)
Barragem Cantigueira (Fronteira)
Barragem da Barra (Fronteira)
Barragem dos Gatos (Jatobá do Piauí)
Barragem Felix Pereira de Carvalho (Picos)
Açude dos Canais (Pio IX)
Barragem Poço do Juazeiro (Pio IX)
Barragem Emparedada (São Julião)
Barragem Açude Sede São Julião (São Julião)
Barragem São Julião 02 (São Julião)
Barragem Tanque / Aldeia (São Raimundo Nonato)
Barragem Sigefredo Pacheco 02 (Sigefredo Pacheco)
Barragem Sigefredo Pacheco 01 (Sigefredo Pacheco)
Com informações do Cidade Verde





