Apesar de possuir o menor litoral entre os estados brasileiros, o Piauí abriga uma área de importância para a reprodução e conservação de tartarugas marinhas. A Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba é local de desova das cinco espécies encontradas no Brasil, quatro delas incluídas na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.
Entre as espécies registradas na região, a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) apresenta a situação mais crítica e está classificada como Criticamente em Perigo. A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) encontra-se na categoria Em Perigo.

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) e a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) estão classificadas como Vulneráveis. Já a tartaruga-verde (Chelonia mydas) deixou a lista de espécies ameaçadas em 2022 e passou para a categoria Quase Ameaçada.
Segundo a coordenadora do Projeto Tartarugas do Delta, doutora em Biologia Werlanne Magalhães, a mudança na classificação da tartaruga-verde representa um avanço, mas não elimina a necessidade de ações permanentes de conservação.
“Embora o status de conservação da tartaruga-verde (Chelonia mydas) tenha apresentado avanços importantes — encontrando-se atualmente na categoria ‘Quase Ameaçada’ —, a espécie ainda demanda cuidados contínuos. Por isso, seguimos empenhados em ampliar nossa rede de parceiros e fortalecer ações estratégicas em prol da preservação marinha”, explicou.
Monitoramento das praias
O Projeto Tartarugas do Delta, executado pelo Instituto Tartarugas do Delta (ITD), realiza o monitoramento contínuo das praias da região, protege os ninhos e acompanha tecnicamente o ciclo reprodutivo das espécies. O trabalho é viabilizado pela Petrobras, dentro do Programa Petrobras Socioambiental.
As atividades abrangem a região do Delta do Parnaíba, entre os estados do Piauí e Maranhão. Werlanne Magalhães explica que o trabalho também está inserido na área da Margem Equatorial brasileira.
“O ITD é referência na região do Delta do Parnaíba, que abraça o Maranhão e o Piauí. Nosso trabalho está inserido no contexto da margem equatorial brasileira, uma área estratégica e ainda pouco conhecida, mas de grande relevância socioambiental. É justamente por isso que buscamos alinhar nossas ações aos ODS 12 e 14, construindo prática e conhecimento nesse território”, afirmou.
As ações estão relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), principalmente o ODS 14 – Vida na Água, voltado à conservação dos oceanos, espécies marinhas e seus habitats, e o ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis.
As informações são da Comunicação TD.





